O estilo minimalista e frio perde força em 2026. A tendência é dar espaço a ambientes que contem histórias, que transmitam sensação de "vivido" e reflitam a identidade de quem mora na casa. Mistura de texturas, cores, elementos naturais e objetos afetivos serão protagonistas, transformando cada cômodo em um espaço único e acolhedor.
"Durante a pandemia, a construção civil cresceu, e as pessoas trocaram o que estava velho ou não funcionava. Com o fim desse período, quiseram sair para ver que a vida ainda existia. Agora, trazem essas lembranças para dentro de casa", explica a arquiteta Isabella Nalon ao UOL.
Mesmo a escolha da Pantone para 2026, a cor Cloud Dancer - um branco leitoso - não vai frear o uso de tonalidades vibrantes e superfícies variadas na decoração, segundo Nalon.
Memórias à mostra
Aqueles souvenirs de viagem que antes ficavam guardados em caixas ou gavetas agora ocupam lugar de destaque. "A casa perde aquela estética impecável e minimalista. Vemos mais movimento, com pessoas expondo livros, lembranças e objetos com valor afetivo - sempre de forma organizada e harmônica", complementa Nalon.
A natureza como protagonista
Plantas, hortas e até árvores frutíferas em pequenos ambientes passam a ser destaque. "Vale ter uma horta, uma planta frutífera para acompanhar o crescimento dos frutos ou cultivar alface, mesmo em espaços reduzidos", indica Nalon. A integração com o verde deixa os lares mais vivos e conectados com o meio ambiente.
Sustentabilidade em cada detalhe
O design biofílico se reflete no uso de materiais ecológicos: tapetes de lã ou sisal, cortinas em fibras naturais e papéis de parede que evocam a natureza.
Explosão de cores e texturas
Com o minimalismo em segundo plano, 2026 será o ano de ousar. Misturas inusitadas de tecidos, tons e superfícies tornam-se essenciais, exigindo criatividade e coragem. "Vamos usar mais cores, texturas e combinações de tecidos. É preciso se permitir arriscar. Se a tinta não funcionar de primeira, é só pintar de novo. As pessoas vão se redescobrir nessas misturas", afirma Nalon.