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Mercado imobiliário

Compactos privilegiam a qualidade de vida e são tendência no mercado

Aliando praticidade, tecnologia, boa localização e facilidade de uso e manutenção, esses imóveis seguem as novas demandas de boa parcela da população que tem um cotidiano mais corrido ou que deseja ficar perto de tudo

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postado em 10/11/2016 15:16
A tendência mundial por apartamentos compactos desembarcou no país e já é um segmento em franca expansão nas principais cidades brasileiras. Aliando praticidade, tecnologia, boa localização e facilidade de uso e manutenção, esses imóveis seguem as novas demandas de boa parcela da população que tem um cotidiano mais corrido ou que deseja ficar perto de tudo.

As transformações nos hábitos da sociedade têm provocado verdadeira revolução no mercado imobiliário e os apartamentos estão sendo pensados para nichos de consumidores com preferências e necessidades cada vez mais específicas. Hoje, de uma forma geral, e mais do que nunca, a palavra de ordem da sociedade é utilidade. Os bens e serviços têm sidos valorados de acordo com a praticidade, usabilidade e o baixo custo (financeiro, de uso, de manutenção, entre outros). Assim, os grandes apartamentos, que mais se assemelhavam a casas, têm perdido a preferência para os compactos, dotados de soluções inteligentes e compartilhamento de equipamentos de lazer e serviços.

Em Belo Horizonte e Nova Lima, essa tendência é registrada pela Pesquisa do Mercado Imobiliário do Sinduscon-MG, realizada pela Brain. De janeiro a agosto deste ano, no agregado das duas cidades foram lançados 60 apartamentos de quatro dormitórios. Já os lançamentos de um quarto somaram 133, diferença de mais de 121%.

A preferência por apartamentos menores é reflexo das mudanças na configuração das famílias e também dos novos desafios que a vida em grandes cidades apresenta. Antes, os casais tinham três filhos ou mais, que permaneciam mais tempo morando com os pais. Hoje, as famílias são constituídas mais tarde e os casais têm menos filhos.

Outro ponto está relacionado à mobilidade e violência urbana. Cada vez mais as pessoas têm buscado locais próximos aos centros comerciais e de lazer nas cidades. Essa tem sido a alternativa encontrada para reduzir o tempo, o custo e o desgaste do deslocamento, minimizando também a exposição a riscos.

Contudo, ao abrir mão do espaço, esse público aumenta a sua demanda por serviços complementares e facilidades. Nesse segmento, a localização privilegiada, próximo a equipamentos de lazer, centros de compras e atendidas por transporte público, já é commodity.

Boa parte dos imóveis compactos de médio e alto padrão conta com uma ampla infraestrutura na área comum que se torna uma extensão do apartamento, com piscinas, hall, academia, sala de jogos e quadras. A mais nova tendência é o sistema pay-per-use, que são serviços compartilhados que o morador paga somente quando usa. Entre os mais comuns estão lavanderia, passadeira, faxineira, pet service, personal trainer, bicicletário e até espaços de coworking e locação de automóvel.

Toda essa transformação nas preferências do cliente tem exigido muita pesquisa e planejamento das construtoras. Não se trata de vender um apartamento em um edifício. O produto de hoje é o apartamento, o edifício e todas as características da rua e do bairro como perfil da vizinhança, os serviços de infraestrutura e lazer, a rotina do trânsito, a condição de iluminação e segurança, o fácil acesso a transporte público ou ciclovias, entre outros.

Apesar dos enormes desafios, esse segmento é uma grande oportunidade para as construtoras e incorporadoras. Isso porque a formatação de produtos exclusivos e direcionados permite ampliar a percepção de valor por parte dos clientes, melhorando a performance de vendas dos empreendimentos.

O relacionamento pós-venda também é mais estratégico nesse segmento, visto que um dos elementos determinantes para a compra de um apartamento compacto é a proximidade com o trabalho. Desse modo, como as trocas de empregos estão mais frequentes, o tempo de permanência no imóvel tende a ser menor, o que deve provocar, no médio prazo, outra busca por um novo imóvel. É nesse ponto que uma experiência bem-sucedida pode pesar a favor de determinada construtora.

Os compactos chegaram para ficar e suas configurações vão continuar seguindo as preferências dos consumidores, adotando soluções cada vez mais inovadoras, eficientes e sustentáveis.

*Bruno Vinícius Magalhães, vice-presidente administrativo-financeiro do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG)

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