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| A qualificação de mão de obra, aliada às inovações tecnológicas, revoluciona e incentiva os investimentos no setor |
O programa de habitação popular lançado este ano pelo governo federal tornou-se centro das atenções em eventos sobre construção em todo o Brasil. A redução de custos, a industrialização do setor, as inovações tecnológicas e a qualificação de mão de obra como forma de acelerar o processo construtivo estão em todas as rodas de discussões de empresários e empreendedores.
A maior feira do setor construtivo civil da América Latina, a Concrete Show South America, reuniu em São Paulo, na última semana de agosto, mais de 300 expositores de várias partes do mundo, movimentando negócios no valor de R$ 500 milhões e apresentando aditivos químicos, ferramentas e processos de altas tecnologias em construção.
Apoiado em programas como o de Aceleração do Crescimento (PAC) e
Minha casa, minha vida, que têm como meta dotar o país de infraestrutura aérea, rodoviária e portuária e construir 1 milhão de casas, o evento cresceu quase 60% este ano em relação à edição passada, com a ocupação de quatro pavilhões do Transamérica Expo Center. Paralelamente, o espaço ofereceu o 3º Concret Congress, com palestras e seminários, em que se discutiu a sustentabilidade na construção.
ISENÇÃO DO ICMS Empresários do setor que participaram da feira se mostraram interessados quando a discussão foi o anúncio, pelo governo federal, da ampliação do prazo de isenção da alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para material de construção e a inclusão de itens de bens de capital (máquinas e equipamentos) até o fim do ano. Outro benefício foi o corte de juros para financiamento desses bens de capital. Além disso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em uma série de medidas de incentivo, comunicou a redução, por 180 dias, da taxa final do crédito para exportação de máquinas e equipamentos, de 10% em média, para 4,5% ao ano.
"Este é o momento de aproveitar para comprar, porque o incentivo acaba no fim do ano. Nunca tivemos taxas dessas no Brasil", recomenda o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto. Entusiasmado, o diretor comercial e de marketing para a América do Sul da Schwing Stetter, Ricardo Lessa, diz que a empresa aumentou em 20% a produção de máquinas e equipamentos. "Estamos nos preparando para atender a demanda", justifica.
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