Jader Nassif, diretor do Grupo Vitória da União, informa que é grande o movimento no mercado de loteadores e empresas de diversos segmentos na aquisição de áreas no Vetor Norte
O diretor do Grupo Vitória da União, Jader Nassif, informa que, com a grande valorização das áreas no Vetor Norte, o governo tem tomado uma série de medidas para impedir a ocupação desordenada na região. Embora reconheça que a preservação de áreas de grande relevância ambiental existentes ali seja uma necessidade, ele questiona a forma como o governo vem implementando as medidas restritivas e diz temer um aumento ainda maior de preços dos terrenos que ficarem livres de restrições.
"As medidas têm sido tomadas aos poucos, como numa colcha de retalhos. A cada hora sai uma nova medida e isso causa uma insegurança jurídica a quem adquiriu áreas ou pretende investir na região. Além disso, se as restrições levam a diminuição da oferta de áreas, o preço dos terrenos que ficarem disponíveis pode ser ainda mais elevado, e quem vai sofrer com isso é o consumidor final. O público de renda mais baixa, por exemplo, pode ser empurrado para áreas de estrutura precária, onde os terrenos são mais baratos", raciocina.
Para Nassif, há como promover na região o desenvolvimento sustentável, que permita a ocupação racional das áreas, preservando o meio ambiente, mas sem que isso signifique frear o crescimento. "Se permanecer a insegurança jurídica, os empresários vão se retrair, e as portas ficarão abertas para a clandestinidade, como as invasões para a construção de empreendimentos irregulares", alerta.
Para evitar tais problemas, diz Luiz Nassif, o governo do estado está estudando a revisão das medidas restritivas à construção no Vetor Norte. Já como resultado desses estudos e consultas, adianta Jader Nassif, deve ser publicada nesta semana a revisão do Decreto 45.097, que trata das diretrizes ambientais do Vetor Norte.
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