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| Avenida Cristiano Machado, na altura do Bairro Cidade Nova: Linha Verde beneficia o setor imobiliário |
O mercado imobiliário começa a colher os frutos dos estímulos governamentais para o desenvolvimento do Vetor Norte da capital. Medidas implementadas gradualmente, como a transferência de boa parte dos voos da Pampulha para o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, a partir de 2005; a implantação da Linha Verde, cujas obras foram iniciadas no mesmo ano para viabilizar acesso mais rápido ao aeroporto; a transferência do centro administrativo do governo do estado para a nova sede, ainda em construção, no Bairro Serra Verde, em Venda Nova, com conclusão prevista para o próximo ano, e, mais recentemente, as obras para implantação do aeroporto industrial em Confins fizeram crescer a demanda por imóveis nos bairros situados nas regiões Norte, Nordeste e Leste de Belo Horizonte e em municípios vizinhos como Vespasiano, Lagoa Santa e Pedro Leopoldo.
Como consequência, os preços dispararam e em algumas regiões, atestam agentes do mercado, a valorização de terrenos chegou a 140%, no último ano. "Todas essas medidas já estão levando desenvolvimento para regiões que estavam um pouco abandonadas e, por isso, desvalorizadas, com áreas urbanas disponíveis, mas de pouco interesse, e também áreas que nem tinham sido desmembradas para uma eventual ocupação. Com as intervenções, essas áreas registram uma valorização comercial considerável, porque passaram a ser cogitadas para a implantação de empreendimentos residenciais, principalmente os voltados para o público de baixa e média renda", diz o vice-presidente das Corretoras da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), José De Filippo Neto.
Leia a continuação desta matéria:Valorização aceleradaCrescimento ordenadoOcupação gradualSegundo ele, é grande o interesse de grandes incorporadoras em adquirir terrenos nas áreas do entorno da Linha Verde, que, depois de concluída, provavelmente em maio de 2010, ligará o Centro de Belo Horizonte ao aeroporto de Confins, por uma via rápida com 35,4 quilômetros de extensão. "No caso das construtoras que atuam no segmento residencial para o público de baixa e média renda, o interesse no Vetor Norte é maior porque as medidas de incentivo do governo de Minas se somam às implementadas pelo governo federal para fomentar a construção civil, como o programa Minha casa, minha vida", assinala De Filippo Neto.
Ele lembra ainda que áreas do Vetor Norte têm sido também procuradas para a implantação de empresas, que buscam se beneficiar da proximidade com o novo centro administrativo e com o aeroporto de Confins. "A região está atraindo atividades antes concentradas na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Há uma série de projetos para a implantação de hotéis, situação que seria impensável há alguns anos."
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