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| Gerente da Lopes, Cristiane Crisci diz que a intenção atual de aquisição de imóvel é alta ou média para 75% dos entrevistados |
30 de agosto de 2010 - O Índice de Confiança do Comprador de Imóvel (ICCI), apurado pela Lopes, que tem como objetivo antecipar as tendências de compra de imóveis e a percepção da economia brasileira e das famílias por parte dos potenciais consumidores, também apurou os índices de Expectativa (IE) e da Situação Atual (ISA) dos compradores de imóveis.
Segundo a gerente executiva de Inteligência de Mercado da Lopes São Paulo, Cristiane Crisci, esses índices são calculados com dados do ICCI. “Consideramos avaliações futuras para o Índice de Expectativa e avaliações sobre o presente, para o Índice da Situação Atual. O ICCI é o índice geral que consolidada estes dois momentos”, explica.
O IE apresentou aumento de 7,6% entre junho e julho e subiu 1,4% comparando com julho de 2009. “As pontuações do ICCI e IE são as maiores do ano e retratam aumento de otimismo entre os entrevistados, que esperam uma melhoria na situação financeira da família e maior intenção de compra de imóvel nos próximos seis meses.”
Já a intenção atual de compra de imóvel é alta ou média para 75% dos entrevistados e esta significativa demanda deverá continuar em 2010, conforme Cristiane Crisci. “Pois 69% afirmam que suas intenções de compra de imóvel serão maiores e 29% iguais nos próximos seis meses.”
Na pesquisa de preferência por segmento, o consumidor que busca produtos de alto padrão teve uma queda de 4% na confiança, comparado ao mês anterior, enquanto que o segmento econômico continua evoluindo, com aumento de 6,1% na confiança. “Já a avaliação da situação atual frente ao mês anterior é menos positiva, pois o Índice da Situação Atual apresentou decréscimo de 4,3% frente a junho, mas subiu 19,7% comparado com junho de 2009”, observa Cristiane Crisci.
Em julho, os entrevistados também foram questionados sobre os motivos que os fizeram desistir da compra do imóvel. Mudança de planos pessoais compreende 35% das pessoas, 22% estão satisfeitos com o imóvel atual, 13% buscaram informação sobre imóveis apenas por curiosidade, 7% têm interesse em outro negócio, e apenas 6% acreditam que os preços estão muito altos.
PANORAMA MINEIRO Apesar de não ter conhecimento de haver sido feito levantamento parecido ao ICCI em Minas Gerais, o presidente da CMI/Secovi-MG, Ariano Cavalcanti de Paula, diz que as perspectivas são semelhantes no estado. “Isso está acontecendo principalmente porque houve expansão da massa salarial, aliada ao ganho real do rendimento da população. Apesar de a taxa Selic ainda estar alta, há tendência de queda dos juros reais”, explica.
Mesmo com as especificidades dos mercados mineiro e paulista, que se diferenciam em volume de transações e no preço do metro quadrado negociado – que, em Minas Gerais, são menores –, Ariano Cavalcanti diz que, no geral, há muitas semelhanças. “Predominância de volume maior de negociação nos segmentos de baixa e média rendas, baixa oferta de imóveis para locação, valorização acentuada de imóveis – sobretudo os dos segmentos de baixa e média rendas – por conta do aumento da demanda e oferta de financiamento imobiliário”, pontua.
Diretor da Lopes Minas Gerais, Luigi Gaino Martins fala que a empresa está na expectativa de desenvolver pesquisa semelhante no estado. “Estamos em processo de implementação de um índice que pretende se tornar referência e incluir dados diversos, com ampla amostragem. Acreditamos que em 2011 teremos nosso próprio índice.”
Mesmo assim, ele faz uma análise do cenário mineiro. De acordo com Luigi, com o déficit habitacional, a expansão da base da pirâmide e a melhoria da renda das classes C e D, devem manter os índices de crescimento em ritmo acelerado. “A unidade mineira da Lopes aumentou as vendas neste ano em 30% se comparado com o mesmo período de 2009. E a empresa aguarda um segundo semestre ainda mais movimentado.”
Cenário favorável Para Luigi, o cenário econômico positivo, de um modo geral, contribui para que as pessoas se sintam mais seguras para comprar um imóvel, seja para morar, seja como investimento. “Não posso deixar de mencionar, também, que as construtoras, na sua grande maioria, vêm cumprindo os prazos de entrega. Além disso, o índice de inadimplência vem caindo”, observa. Segundo ele, esse conjunto de fatores – melhora da economia, expansão da massa salarial e baixo índice de atraso nas entregas de obras – constrói uma percepção de maior segurança para o consumidor.
Com relação à queda de 4% na busca por imóveis de alto padrão apontada pela pesquisa, o diretor da Lopes Minas Gerais acredita que esse aspecto esteja relacionado à expectativa de valorização, que, nesses empreendimentos, é menor que os de baixo ou médio padrão. “Os mais baratos têm liquidez maior e vêm apresentando maior taxa de valorização”, observa.
Como exemplo, ele cita a relação entre o valor do imóvel e o valor do aluguel. “É mais atrativo nos imóveis de baixo e médio padrões. Enquanto nos imóveis mais populares o aluguel corresponde a 0,7% ou 0,8% do valor do imóvel, nos de alto padrão esse índice fica entre 0,4% e 0,5%”, completa Luigi.
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