Conforto no juízo final

Abrigo luxuoso é construído nos EUA para resistir ao fim do mundo

Quatro pessoas já garantiram seu lugar no condomínio subterrâneo

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postado em 12/04/2012 14:01 Joana Gontijo /Lugar Certo

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Com todas as comodidades modernas dos condomínios de luxo, um empreendimento que está sendo construído abaixo das pradarias do Kansas, nos Estados Unidos, agrega um enorme diferencial: ele é capaz de resistir ao fim do mundo. O abrigo especial para o dia do juízo final, que está localizado em um silo de mísseis nucleares abandonado, é feito para existir em quaisquer condições, mesmo com um possível colapso econômico, as erupções solares, ou ataques terroristas e pandemias.

Até agora, quatro compradores já investiram milhões para garantir a segurança quando a data fatídica chegar, e há outros interessados, que incluem um jogador de futebol americano da NFL, um piloto de corrida, um produtor de cinema e políticos famosos. O projeto foi desenvolvido por Larry Hall, de 55 anos, que já garantiu um dos apartamentos. Ele vive com a esposa e o filho em Denver e vai usar o condomínio por enquanto como uma casa de férias. “Mas se o pior acontecer, estaremos preparados”.

Construído para suportar uma explosão atômica, o abrigo pode oferecer conforto até mesmo ao mais paranoico, com suas paredes de concreto de nove metros de espessura, a 53 metros abaixo do nível do solo, contando com uma infraestrutura sofisticada. São 14 andares subterrâneos, e cada apartamento está sendo avaliado entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões. As unidades estão dentro de um núcleo de aço e concreto no interior do concreto original, muito espesso, o que as torna mais capazes de resistir a terremotos.

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A prefeitura da cidade onde o abrigo está sendo construído também está instalando uma fazenda no interior da estrutura para plantação de vegetais e criação de peixes, a fim de alimentar 70 pessoas durante o tempo em que elas precisarem ficar ali. A administração municipal está ainda estocando produtos secos em quantidade suficiente para supri-las por cinco anos.

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Haverá também espaço para uma piscina, uma sala de cinema e uma biblioteca, além de centro médico e escola. O fornecimento de energia no caso de um problema maior virá de moinhos de ventos e geradores. A estrutura conta ainda com gigantes reservatórios de água subterrâneos e um elaborado sistema de segurança para afastar saqueadores. O elevador do condomínio irá funcionar apenas a partir de impressões digitais das pessoas cadastradas no sistema, e câmeras vão monitorar uma cerca de arame farpado ao redor do local, cuja localização exata ainda é mantida em segredo.

Larry Hall está trabalhando para terminar uma unidade de 167 metros quadrados que já está reservada para uma empresária rica com dois filhos adolescentes. Telas eletrônicas servirão como janelas, oferecendo uma vista de Paris, Nova York, uma praia, uma floresta ou o que ela decidir ver. O apartamento terá aparelhos tecnológicos, armários nos quartos, cozinha, sala de jantar e estar.

Até agora, foram investidos US$ 4 milhões no abrigo inteiro, e Hall espera vender o restante dos apartamentos até agosto. As condições climáticas instáveis e as catástrofes naturais alimentam os temores e criam um público comprador potencial. Mas, por enquanto, assistir de camarote ao fim do mundo é um privilégio apenas para as classes mais abastadas.

Tags: mundo

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Helena - 12 de Abril às 14:14
Os americanos são malucos mesmo e mais grave é todos acharem lindo o que fazem, especialmente os brasileiros... queria saber como os proprietários dos apartamentos desse megasuperpower abrigo chegarão ao local no caso de ser detonada uma bomba atômica... me poupem, gastassem a grana com quem precisa!

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