Momento de estabilidade

Índice que direciona valores de venda dos imóveis não subirá muito no primeiro semestre

Pesquisa aponta que o CUB/m² neste início de ano teve alta de 0,12%, puxado pelo material de construção, que subiu 0,29%

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postado em 06/03/2017 15:59 / atualizado em 06/03/2017 16:06 Juliana Cipriani /Estado de Minas
Dos 26 materiais de construção pesquisados em janeiro, apenas sete tiveram aumentos
 - Victor Schwaner/Divulgação Dos 26 materiais de construção pesquisados em janeiro, apenas sete tiveram aumentos

O custo da construção civil, que reflete nos preços dos contratos de venda de imóveis, não deve subir muito no primeiro semestre de 2017. É o que indica pesquisa do Sindicato da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), que mostrou que o Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m²) teve alta, em janeiro, de 0,12% na comparação com o mês anterior. O preço do metro quadrado de construção para um projeto-padrão, que é uma residência multifamiliar normal com garagem, pilotis, oito pavimentos e três quartos, passou de R$ 1.266,87 em dezembro de 2016 para R$ 1.268,36 em janeiro de 2017. Já em comparação com o mesmo mês do ano passado, a elevação foi de 0,38%, evolução bem próxima da estabilidade.

 
O que puxou o pequeno reajuste foi o material de construção, que subiu 0,29%. Os demais componentes do CUB – mão de obra, despesa administrativa e aluguel de equipamento – permaneceram estáveis, o que contribuiu para o resultado de janeiro.

Para o economista e coordenador sindical do Sinduscon-MG, Daniel Furletti, os resultados indicam um momento de estabilidade na construção civil. “Essa estabilidade está dentro do contexto macroeconômico monetário que o país está vivendo. A gente vê uma estabilidade da inflação, caminhando para baixo do centro da meta este ano, e a queda da Selic, que deve chegar em torno dos 9,5% no fim do ano. Esse ambiente todo fica propício para não termos aumentos nos preços, e é o que a gente está observando nos custos da construção”, avalia.

Dos 26 materiais de construção pesquisados em janeiro, sete apresentaram aumentos. Entre eles estão o tubo de PVC-R rígido reforçado para esgoto 150mm, que teve alta de 4,46%, a placa de cerâmica, que subiu 2,93%, e a fechadura para porta interna, acréscimo de 2,49%. Essa menor variação do preço de material nos últimos meses reduziu a participação da matéria-prima na composição do custo da construção. A participação percentual caiu de 43,67% em janeiro de 2016 para 41,19% no primeiro mês deste ano. O valor da mão de obra está correspondendo a 54,50% do CUB, que é um importante indicador do setor.

Furletti lembra que, em março, deve haver aumento da mão de obra, por conta das convenções coletivas dos trabalhadores, mas é preciso aguardar para ver quais serão os reflexos no custo da construção. “Se esse custo aumentar, nem sempre o preço sobe na mesma proporção, porque depende do mercado imobiliário, que envolve outras variáveis.” A expectativa é de reajuste pequeno nas prestações de imóveis.

PREVISÃO


“Este é um momento bom tanto para comprar imóveis como para fazer reformas na casa”, avalia o economista e coordenador sindical do Sinduscon-MG. Com os custos permanecendo próximos da inflação, Furletti afirma que a única sazonalidade prevista foi o fechamento da negociação salarial da mão de obra em fevereiro, que vai repercutir a partir de março, mas a previsão é “seguir com uma certa estabilidade”.

Segundo o levantamento do Sinduscon, o CUB/m² registrou alta de 7,71% nos últimos 12 meses. No período, houve aumento de 1,59% no material de construção, 11,92% na mão de obra, e 22,83% na despesa administrativa. Os materiais que apresentaram maior elevação foram as placas de gesso liso e de cerâmica, vidro transparente, esquadria e janela de correr, tinta látex e tubo de PVC-R reforçado para esgoto. Já no custo de aluguel de equipamento houve estabilidade.
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