Retomada do crescimento

Boas perspectivas para o mercado imobiliário em 2017

Depois de passar por uma crise avassaladora entre 2015 e 2016, o mercado de imóveis tenta reagir e mostrar sua força na economia brasileira

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postado em 01/06/2017 11:00 / atualizado em 01/06/2017 11:30 Estado de Minas


 
Depositphotos/Banco de Imagens
 
Já estamos no meio do ano e depois de passar por uma crise econômica sem precedentes entre 2015 e 2016, o mercado imobiliário parece se reeguer. Inclusive, a tendência é que este ano o setor retome seu equilíbrio. A desaceleração da economia e a inflação, que voltou com força nos últimos anos, foram uma das principais razões para que o mercado imobiliário ficasse retraído. 
 
Existe uma retomada de confiança e o empresariado já enxerga uma luz no fim do túnel. As expectativas melhoraram em relação à economia nacional e às empresas. Caso essas perspectivas continuem se fortalecendo, os empresários podem retomar a vertente de crescimento e de novos negócios.
 
O Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG) registrou 50,3 pontos em março. Essa foi a primeira vez, desde março de 2014, que o indicador rompeu a barreira dos 50 pontos, que separa a falta de confiança da confiança. O índice foi 17 pontos superior quando comparado ao mesmo período no ano passado. 
 
Reaquecendo o mercado 
 
Alguns fatores podem favorecer a recuperação do setor imobiliário em 2017:
  • A queda na taxa de financiamento interbancário;
  • Inflação em desaceleração;
  • Redução da taxa de juros;
  • Retomada (ainda que tímida) do crescimento da economia;
  • Expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), já que desempenha o papel de medir o comportamento da economia brasileira. O Banco Central e o Fundo Monetário Internacional (FMI) veem um crescimento do PIB para este ano;
  • Novos investimentos no Brasil. 
Outros indicadores também podem influenciar positivamente o setor imobiliário em 2017: aumento no consumo das famílias, baixa na inadimplência e crédito imobiliário mais barato. Mesmo com o otimismo, o desemprego ainda elevado é uma preocupação e pode comprometer a segurança do consumidor em realizar compras de alto valor, como os imóveis.
 
A previsão é que os lançamentos devam ser retomados a partir do segundo semestre, já que a queda dos juros torna os financiamentos imobiliários mais acessíveis. A volta de captação de recursos para as poupanças também deve influenciar no poder de compra do consumidor. 
 
Além do crescimento das vendas, há a previsão de novos lançamentos no mercado. No ano passado as incorporadoras tiveram que se adaptar à nova realidade e pensar em novas estratégias. Muitas construtoras travaram os lançamentos e a solução encontrada foi focar no estoque do que já estava pronto. Segundo Marcos Bacha, o diretor da JAB Empreendimentos Imobiliários, a expectativa para 2017 é crescer cerca de 25% no faturamento.
 
É importante destacar que o cenário político também influencia diretamente a recuperação da economia, e, consequentemente, do mercado imobiliário. Esse cenário instável pode adiar essa recuperação diretamente. É preciso haver confiança do consumidor a longo prazo para que o mercado se estabilize e estimule o setor da construção civil brasileira. 

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