Paisagismo moderno

Jardim vertical automatizado é ideal para pequeno espaço e para quem não tem tempo de cuidar das plantas

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postado em 24/08/2008 06:00
Quadro Vivo Jardins Verticais/Divulgação
Para quem tem pouco espaço em casa, mas não quer abrir mão do contato com natureza, os jardins verticais são uma boa solução. Podem ser instalados em apartamentos, não ocupam espaço de circulação e de mobiliário, uma vez que as plantas são fixadas nas áreas de parede, muros e fachadas, e humanizam o ambiente. De acordo com a paisagista e artista plástica paulista Gica Mesiara, os jardins verticais trazem também vantagens para as cidades, com a redução da temperatura e da poluição – auditiva, visual e do ar.

“Pesquisas realizadas na Europa mostraram que os jardins verticais, com área a partir de 12 metros quadrados (m²), reduzem em até quatro graus centígrado a temperatura do ambiente, porque substituem o concreto por forração de plantas, funcionando como um isolante térmico”, explica, ao acrescentar que muros e fachadas cobertas por vegetação não reverberam o barulho, contribuem para melhorar o aspecto visual das cidades e ajudam a controlar a poluição do ar, já que as espécies recolhem o dióxido de carbono.

Mas um grande impeditivo para a multiplicação dos jardins, principalmente nas grandes cidades, era a falta de tempo para os cuidados necessários à sobrevivência e bom desenvolvimento das plantas. Com a evolução tecnológica, porém, já é possível encontrar no mercado os jardins verticais com rega automatizada.

O sistema foi desenvolvido e patenteado por Gica Mesiara e hoje é comercializado para todo o país e também exportado em duas versões: os quadros vivos, que devem ser fixados em áreas cobertas, e os painéis vivos, que podem ocupar áreas internas e externas, cobertas ou não. As espécies usadas nos painéis e quadros – pendentes ou ascendentes – variam em função do microclima da região onde serão instalados. Árvores e arbustos não podem ser adaptados no sistema.

A irrigação, tanto dos painéis, quanto dos quadros, é automatizada e feita por meio de um microcomputador, previamente programado. A programação, diz a paisagista, é feita de acordo com a espécie, o clima da região e a estação do ano, e pode ser alterada caso haja mudança em algum desses componentes. O sistema controla os horários de rega e a quantidade de água usada no processo.

“A nossa técnica é reconhecida como a mais eficiente para o paisagismo vertical por aliar conceitos do ecodesign com a tecnologia e com um mínimo de impacto ambiental”, diz a paisagista. Ela criou a empresa Quadro Vivo Jardins Verticais que não só produz e vende os produtos, mas também se responsabiliza pela manutenção dos painéis.

Gica, entretanto, não revela os preços dos produtos. “O preço vai variar de acordo com as dimensões do painel, o formato dos quadros, as espécies usadas, o tipo de acabamento da peça e ainda em função do frete”, justifica.
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