Agentes purificadores

Além de gerar oxigênio, algumas plantas também são boas despoluidoras do ar

Estudos apontam plantas ornamentais que purificam o ar em ambiente fechados, deixando-os arejados e limpos

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postado em 16/09/2013 07:00 / atualizado em 13/09/2013 12:29 Lilian Monteiro /Estado de Minas
Arquivo Pessoal/Divulgação

Transformar o gás carbônico em oxigênio renovando o ar que respiramos é a missão mais nobre e conhecida as plantas. Mas saibam que algumas espécies têm papel ainda maior. São também eficientes despoluidoras. Pesquisa feita pela Nasa, liderada pelo cientista Bill Wolverton, mostra que determinadas plantas eliminam cheiros e resíduos poluentes do ar e reduzem gases nocivos. As conclusões do pesquisador estão no livro Como criar ar puro (How to grow fresh air, da Penguin Books).

Tudo começou com a missão da Nasa de investigar quais plantas poderiam melhorar o ar que os astronautas respiravam dentro das cápsulas. Ao trazer para o dia a dia das pessoas comuns, elegeu-se uma lista com verdadeiras salva-vidas: espada-de-São-Jorge, jiboia, crisântemo, hera, fênix, lírio-da-paz, dracena, samambaia, gérbera, areca, bambu, cheflera-grande, ráfis, comigo-ninguém-pode, antúrio…

Elas são aliadas para ambientes fechados e pouco arejados que sofrem com a poluição provocada por TV, computador, som, tintas, vernizes, das substâncias usadas nos móveis, carpetes, adornos, objetos de plástico e fibras sintéticas, aglomerados de madeira, cigarro, velas, incensos, chaminés de lareira, produtos de limpeza, esmaltes, tratamentos de cabelo… A lista é extensa e tudo isso pode provocar dor de cabeça, irritação da pele, olhos, nariz e garganta, alergias, enfim, uma série de incômodos. Parte da solução está nas plantas: quanto mais, melhor para a saúde e para a beleza da decoração.

A paisagista Junia Lobo, com mais de 30 anos de experiência, lembra que as plantas não só despoluem, mas são importantes para a energia da casa e dos moradores e, “como diziam nossas avós, também espantam mau-olhado”. Para ela, é importante destacar também essa função. “Herança de informação. As plantas vão além, interferem no nosso espírito. Um ambiente com luminosidade, Sol e ventilação tem efeito não só nas plantas, mas nas pessoas. Se a planta não sobrevive, será difícil também para os donos. A energia irradia para os dois. Por isso, é importante abrir as janelas e as portas para renovar o ar com chuva ou vento.”

SAUDÁVEIS

Para usufruir de todos os benefícios das plantas depoluidoras, Junia Lobo lembra que elas só cumprem o objetivo esperado quando saudáveis. “Criar o ambiente adequado, irrigar e adubar a espécie escolhida é de nossa responsabilidade. Assim obteremos o resultado esperado.” Ela ensina que, no caso do lírio-da-paz, dracena e filodendro, num projeto de jardim de inverno que fez, preocupou-se com cobertura de vidro para permitir a entrada da luminosidade necessária para o desenvolvimento das vegetações. “Já no caso do cliente escolher palmeira-bambu, essa é uma espécie que deve ser plantada em recipiente adequado, prevendo a expansão das raízes e rápido crescimento. E se for espada-de-São-Jorge e antúrio, o indicado é um recipiente com pouco volume de terra, que pode ser usado como adorno em cima de mobiliário”.

Vale ressaltar que o ideal é criar um conjunto de plantas para conseguir a filtragem ideal do ar. Nada como espalhá-las por todos os cômodos. Em casa ou no trabalho, o verde é sempre bem-vindo.

Produtos químicos

Formaldeído, benzeno, tricloroetileno, tetracloroetileno, xileno e tolueno são substâncias químicas presentes em diversos produtos de limpeza, cosméticos, corantes, pesticidas, solventes, líquidos para remoção de manchas e pinturas, diluentes, plásticos e fibras sintéticas, vernizes, borrachas, resinas e corantes.

Conheça as plantas filtradoras:

Reprodução da internet
Lírio-da-paz


Considerada a rainha das despoluidoras. Requer pouco sol, pouca ventilação e muita água. Devora o tricloroetileno, o benzeno e o xileno, o formaldeído e o amoníaco.











Jair Amaral/EM/D.A Press
Gérbera


Para absorver a fumaça do cigarro, limpa inclusive a toxicidade contida nas roupas. Combate o tricloroetileno, o benzeno, o formaldeído e o tolueno.










Reprodução da internet
Antúrio


Na cozinha e no banheiro, adora a umidade. Atua no combate ao amoníaco dos detergentes e contra o xileno.












Maria Tereza Correia/EM/D.A Press
Crisântemos


Nos cantos das janelas, absorvem bem o formaldeído, benzeno e o amoníaco.










Arquivo Pessoal/Divulgação
Ráfis


Fica bonito em qualquer espaço da casa e é arma contra o amoníaco dos detergentes. É opção para cozinha e banheiro, onde costumam ficar guardados os produtos de limpeza. Planta que cresce muito, precisa de espaço, não requer muita luz e combate o formaldeído e o xileno.








Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press
Espada-de-São-Jorge (foto), filodentros e jiboia


Removem formaldeído, que é liberado de madeira, compensado, carpetes, tecidos sintéticos e também usado na fabricação de corantes e vidros.











Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press
Dracenas


Removem benzeno, fumaça de cigarro e tintas de paredes.













Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press
Filodendro-roxo


Combate o tricloroetileno e o formaldeído, poluente abundante nos móveis de madeira compensada.












Reprodução da internet
Clorófito


Para ambientes com aquecimento, onde haja queima de gás ou de madeira. Absorve o benzeno, o tolueno, o monóxido de carbono, o xileno e o formaldeído.










Reprodução da internet
Hera inglesa


Em qualquer lugar, digere o formaldeído, o benzeno e o tetracloroetileno. Indicado para escritórios, creches e espaços onde há materiais compostos de plástico.











Reprodução da internet
Palmeira-bambu


Ideal ao lado de armários para neutralizar o benzeno e o formaldeído, além do tricloroetileno, abundante em roupas vindas da tinturaria.











Reprodução da internet
Fênix


Nos espaços luminosos, é ativa contra o xileno e o formaldeído.

Tags: ar

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600
 
Ramon - 16 de Setembro às 12:45
Erro clássico: "Transformar o gás carbônico em oxigênio." O oxigênio liberado na fotossíntese é proveniente da água e não do gás carbônico.

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