Com a palavra, a nova geração

Casa Cor MG 2015 rejuvenesce e apresenta ideias que aproximam o público mais jovem

A disputada vitrine do mercado de decoração volta a surpreender e, para a próxima edição, em agosto, terá uma proposta atualizada, sem deixar de lado soluções práticas e criativas

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postado em 08/06/2015 14:00 / atualizado em 07/06/2015 14:13 Celina Aquino /Estado de Minas
Em clima descontraído, como no ano passado (foto), o bar acolherá os visitantes que quiserem comer e beber - Jomar Bragança/Divulgação Em clima descontraído, como no ano passado (foto), o bar acolherá os visitantes que quiserem comer e beber
Com duas décadas de história, a Casa Cor Minas Gerais entra em uma nova fase. Para acompanhar a mudança de público, que está cada vez mais jovem, a mostra de decoração apresentará em agosto uma proposta atualizada, sem deixar de lado o objetivo de surpreender os visitantes com soluções práticas e criativas. Investir em ambientes interativos, oferecer programação cultural e promover a integração do evento com a cidade estão entre as ideias dos organizadores.

“Sem trair todo o charme e a elegância que fizeram a história da Casa Cor Minas Gerais, o evento precisa rejuvenescer. Os mais jovens têm necessidades e desejos diferentes”, comenta o organizador desde a primeira edição, João Grillo, hoje diretor de planejamento. O arquiteto segue à frente da mostra, mas agora tem dois novos sócios. Há 15 anos na empresa, Juliana Polatscheck assume a diretoria comercial. Já o arquiteto Eduardo Faleiro, que começou como estagiário, passa a ser o diretor-executivo.

O plano é manter a Sala Galeria, sucesso da última edição, com palestras, música e arte - Jomar Bragança/Divulgação O plano é manter a Sala Galeria, sucesso da última edição, com palestras, música e arte
Se antes os frequentadores tinham mais de 50 anos, hoje a maioria está na faixa dos 30. “Os jovens são antenados e querem uma vida prática porque fazem várias coisas ao mesmo tempo. Isso se reflete no modo de morar”, destaca Faleiro, que visitou os principais polos das indústrias moveleira e de tecnologia em busca de novidades. Além de soluções surpreendentes, ele promete um espaço alegre e interativo, em uma casa de frente para a Lagoa da Pampulha, com grande área externa e linda vista.

João, Juliana e Eduardo: o trio à frente da mostra em Minas está em busca de novos talentos - Euler Júnior/EM/D.A Press João, Juliana e Eduardo: o trio à frente da mostra em Minas está em busca de novos talentos
Uma das ideias é ampliar o ambiente que Faleiro projetou no ano passado, com Isabel Diniz e Renata da Matta, em sua primeira participação na Casa Cor Minas Gerais como arquiteto. Era uma galeira de arte contemporânea urbana, onde os visitantes podiam ouvir músicas e participar de palestras. “O público não quer só visitar a mostra, quer se envolver e construir em conjunto, fotografar, compartilhar ideias e escrever.” Desde a última edição, os organizadores abrem espaço no blog Casa Cult Minas para que estudantes e profissionais deem sugestões.

Outra novidade é o conselho de curadoria, formado por cinco pessoas, que será responsável por sugerir fornecedores, pensar em soluções e identificar novos talentos. Os organizadores querem dar mais espaço aos arquitetos da nova geração, tanto na criação de ambientes quanto em palestras. Faleiro lembra o caso da mineira Isabela Bethônico, que participou pela primeira vez no ano passado e ficou surpresa com a repercussão de seu trabalho. Para a mostra deste ano, os arquitetos terão que se basear em três temas: menos é melhor, compartilhamento e brasilidade. Ao todo, serão 40 escritórios.

INTERAÇÃO

Já que o público jovem gosta de um ambiente mais descontraído, o requintado restaurante será substituído por um bar com comida, drinques e música. Os sócios também planejam oferecer desconto para quem for de bicicleta, por isso haverá um bicicletário na entrada, e já pensam em uma maneira de interagir com a cidade. “Na entrada da Casa Cor São Paulo, a calçada recolhe água da chuva e irriga o jardim. É importante olhar para fora do espaço privado e pensar no coletivo”, diz Faleiro.

Jomar Bragança/Divulgação
O processo de rejuvenescimento da Casa Cor Minas Gerais não é de hoje. “Há muitos anos temos quarto de bebê. Não que todos os visitantes tivessem filho pequeno, mas já era para conquistar os mais jovens”, pontua João Grillo. Além disso, a proibição de fotografar os projetos caiu por terra. Hoje, o público é incentivado a tirar e compartilhar as imagens nas redes sociais. O que não muda é a proposta de traduzir a cultura local, tanto que os ambientes ainda seguem o jeito de morar do mineiro. Ou seja, pouco iluminados, com muita madeira, mesa grande e móveis assimétricos.

Jomar Bragança/Divulgação
Os organizadores também continuam com a missão de fomentar o mercado local de decoração. Juliana Polatscheck lembra que, até 1999, não havia nem um móvel que tivesse sido fabricado em Minas, eram importados ou de São Paulo. “Houve um incentivo para que os profissionais usassem peças daqui e hoje os nossos grandes parceiros, entre patrocinadores e apoiadores, são do estado. São cinco semanas de exibição importante”, ressalta. A parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), para mostrar que o móvel mineiro tem qualidade para estar ao lado de um italiano, surtiu efeito. Atualmente, mais de 70% do mobiliário presente na mostra é produzido no estado.
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