Crie uma floresta urbana

Urban jungle é a nova tendência na decoração para levar o verde para dentro de casa

Proposta é aproximar a natureza dos moradores, já que faz bem à alma, acalma e proporciona bem-estar

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postado em 04/04/2018 14:07 / atualizado em 04/04/2018 14:14 Lilian Monteiro /Estado de Minas
Para criar ambientes urban jungle em casa, é preciso checar se as condições do local condizem com o que a planta precisa - Cecilia Dale/Divulgação Para criar ambientes urban jungle em casa, é preciso checar se as condições do local condizem com o que a planta precisa

De paredes verdes e árvores frutíferas dentro de casa até simples vasinhos agrupados em aparadores e prateleiras. Ou mesmo talhares, forros e tecidos temáticos, de folhagens. Vale a criatividade e a inspiração para criar o que designers, arquitetos e decoradores chamam de urban jungle (floresta urbana), a nova tendência no design de interiores.

O arquiteto Marcelo Rosset avisa que o primeiro passo para ter uma urban jungle em casa é planejamento. “É preciso checar se as condições do local condizem com o que a planta precisa. Espaço arejado e com boa luminosidade é imprescindível ao cultivo. Optar por espécies certas, que melhor se adaptam ao clima da residência, é o começo. É importante também não se descuidar da manutenção depois de plantadas.”

Para Marcelo Rosset, é preciso atenção especial na hora de escolher as espécies mais indicadas para compor a sua floresta particular: “Na realidade, para cada canto específico da casa existe uma espécie ideal e mais indicada de planta. Por exemplo, nas áreas externas as plantas precisam se adequar a ambientes ensolarados e secos. Já nos espaços internos, precisamos escolher as que não sentem tanto a falta de água e luz”.

A manutenção e o cuidado com as plantas devem ser constantes. Marcelo Rosset lembra que, assim como tudo em uma casa precisa de manutenção, o jardim ou floresta urbana não seria diferente. Basta ter atenção na hora de escolher como o verde será integrado na decoração da residência. Jardins verticais já têm sistemas de irrigação integrada, o que diminui o trabalho. Normalmente quem opta por esse tipo de elemento já gosta de cuidar do verde, de plantas, o que se torna algo rotineiro.

JARDIM VERTICAL

Aliás, o arquiteto afirma que a urban jungle também é chamada por alguns profissionais de jardim vertical. Para Marcelo Rosset, “as duas nomenclaturas defendem um maior contato com a natureza durante o dia a dia, seja por meio de vasos na varanda ou por meio de um painel instalado em uma outra parte da moradia. Então, são basicamente a mesma coisa”.

Espaço arejado e com boa luminosidade é imprescindível ao cultivo de um jardim vertical - Cecilia Dale/Divulgação Espaço arejado e com boa luminosidade é imprescindível ao cultivo de um jardim vertical
Muitos pensam que ao adotar a urban jungle, as opções se limitam ao verde, nada de flores. Marcelo Rosset diz que não necessariamente. “É mais comum, quando pensamos em urban jungle, imaginar um visual em que o verde predomina, mas flores são tão naturais quanto. Alguns toques pontuais de cor traz um ar aconchegante e tranquilo a qualquer ambiente.”

Outra dúvida é se a floresta urbana combina com apartamento ou ideal seria tê-la em casa: “Combina muito. Apartamentos costumam ter varandas, locais que recebem bastante iluminação natural, o que os torna um local ideal para cultivar uma floresta urbana, criando, assim, um verdadeiro refúgio verde. Além disso, jardim vertical é um elemento incrível e que pode ser instalado em qualquer espaço da residência sem ocupar espaço”.

O local de montar sua urban jungle dependerá do gosto particular. Marcelo Rosset explica que a definição de onde a urban jungle deve ser instalada cabe à vontade do morador, não existe uma regra. Além disso, há maneiras de inserir a natureza nos cômodos, seja por meio de texturas, cores, móveis ou objetos. Na cozinha, por exemplo, é possível compor uma horta de temperos que ajuda na hora de cozinhar e ainda embeleza o espaço. Já no banheiro, deve ter atenção com a escolha do tipo de planta por ser um cômodo úmido, que muitas espécies não suportam.

Diante do impacto da floresta urbana, como definir a composição do ambiente sem que fique pesado? A recomendação de Marcelo Rosset é privilegiar a harmonia do verde com o restante do decor do ambiente. O morador pode optar por um estilo mais contemporâneo, ou até mesmo rústico, tudo depende das espécies e do desenho da área verde. “Para não ocorrer erros, sempre aconselho a contratação de mão de obra especializada, seja para compor um conjunto de vasos ou para trabalhar estruturas mais complexas.”

ALTERNATIVAS PARA O VERDE

Para criar um ambiente urban jungle, você pode apostar tanto no paisagismo, com muitas plantas vivas, quanto numa decoração (com menos ou até sem plantas), mas temática. Anote as ideias:

1) Muitas plantas: a maneira mais óbvia de criar sua minifloresta urbana é destacar as folhagens, e não as flores. As pétalas podem aparecer como toques de cor, mas as folhas verdes são as verdadeiras protagonistas. Para quem não leva jeito para jardinagem, as plantinhas mais resistentes, como cactos e suculentas, são uma boa alternativa.

2) Objetos com estampas de folhas: para fazer as refeições em meio à mata, jogos de jantar temático se misturam à composição. Peças de rattan e bambu colaboram com o clima rústico de floresta. As folhas podem estar presentes em forma de estampas, espalhadas pelos objetos do cotidiano, como louças, almofadas, papéis de parede, gravuras, ou o que a sua criatividade permitir.

3) Cores e complementos: fotografias ampliadas trazem a paisagem para a parede, que também pode estar presente na estampa da almofada. As plantas e os materiais complementam o clima. Quadros e almofadas com árvores e estampas de folhagens são perfeitos para criar essa atmosfera. Materiais naturais e mais rústicos remetem à floresta e compõem bem a decoração. Peças de rattan, bambu e madeira são ótimas escolhas, além de tecidos com textura, como o linho. O verde e suas cores primárias, amarelo e azul, ornam perfeitamente com a tendência.

Cecilia Dale/Divulgação
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