Construtores, síndicos e moradores de condomínios com complexas áreas de lazer asseguram que as taxas de condomínios cobradas para manter tais estruturas não tornam o investimento inviável para o comprador. De acordo com Ronaldo Ribeiro, diretor da Prosind, empresa que administra 20 condomínios de Belo Horizonte e Nova Lima, o custo de manutenção das áreas de lazer é dividido entre grande número de moradores e se torna compatível ao gasto de um edifício comum.
É o que promete o diretor-superintendente do consórcio Alicerce Castor, Ítalo Gaetani, para o Condomínio Quintas do Sol. Ele garante que até a conclusão da primeira casa, a taxa de condomínio deve ficar em torno de R$ 250 e por volta de R$ 380 depois da entrega do club house. Marcus Vinícius Alvarenga Ferreira, comprador de um terreno no condomínio, acredita que irá arcar com gasto mensal entre R$ 600 e R$ 700 para bancar a manutenção de sua futura casa. É um valor menor do que eu pagaria num condomínio vertical de luxo, afirma.
O diretor da Conartes, José Francisco Cançado, calcula em cerca de R$ 50 por morador o acréscimo de condomínio vindo da manutenção da infra-estrutura de lazer dos empreendimentos construídos pela empresa. Nesses edifícios, o valor médio total da taxa de condomínio é de R$ 1,2 mil para bancar também a manutenção de aquecedor central híbrido, movido a energia elétrica e gás, e custos com água, sistemas de segurança e mão-de-obra.
Marcelo Martins, da Patrimar, considera significativo o aumento provocado na taxa de condomínio pela manutenção das áreas de lazer, mas observa que há uma otimização de mão-de-obra, materiais e serviços que reduzem os gastos. E ainda é mais barato do que buscar opções de lazer e esporte fora do edifício, acrescenta.