O projetista Guilherme da Costa mostra como funciona um sistema de automação
Se a tecnologia já permite a automação quase completa de uma casa ou apartamento, o acesso a ela ainda é problema devido aos altos custos de implantação. Especialistas consideram que o desenvolvimento da indústria nacional pode possibilitar, nos próximos anos, a democratização dos benefícios da automação residencial, hoje restritos aos consumidores das classes mais abastadas.
“Já está havendo uma queda significativa dos preços, com o crescimento da indústria nacional e produção em escala”, diz o diretor comercial da Hifi Club, José Carlos Ho. Segundo ele, um sistema residencial básico, com a automatização de iluminação, persianas, ar-condicionado e de equipamentos de áudio e vídeo com tecnologia nacional, sai em média a R$ 19 mil, enquanto o mesmo produto importado não fica por menos de R$ 50 mil.
“É uma diferença muito grande. Porém, é preciso alertar o consumidor que automação não é um produto que se compra e instala”, explica. “É um conceito desenvolvido individualmente, na medida das necessidades do cliente. Portanto, o ideal é que seja projetado com o imóvel ainda na planta, porque assim os custos serão menores.”
A preparação do imóvel em construção para receber os benefícios da automação também é a dica de Cláudio Marins. Ele sustenta que a instalação de tubos na bitola adequada e de fios no dimensionamento correto representa, em média, 3% do valor total de construção de uma casa. “E o imóvel fica preparado para receber, aos poucos, a automatização dos sistemas.”
Para quem comprou ou vai comprar apartamento, ele alerta que o cabeamento estruturado presente na maior parte dos empreendimentos de alto padrão não é a estrutura adequada para se implantar a automação residencial. “O ideal seria que as construtoras consultassem empresas ou profissionais especializados para especificar a estrutura necessária e já entregassem as unidades preparadas para receber a automação. No entanto, isso não acontece, então quem comprou a unidade deve buscar essa ajuda e fazer as adequações com a obra em andamento porque o custo será menor”, considera.
A Associação Brasileira de Automação Residencial tem um selo para classificar o nível de automação de um empreendimento, o Grautec. Com ele, a entidade divide os empreendimentos em três grupos (1, 2 e 3), conforme o grau de automação das unidades entregues aos proprietários, que varia da instalação da infra-estrutura à efetiva implementação dos equipamentos.
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