Adriana Bordalo, da RKM, afirma que a velocidade de vendas dos edifícios Zaidal e Oássis é excelente
Apesar do forte adensamento, que levou à edição de leis municipais mais restritivas para a construção de imóveis, da escassez e grande valorização dos terrenos, os bairros da Região Centro-Sul de Belo Horizonte ainda apresentam significativa oferta de novos empreendimentos residenciais, mesmo na área mais antiga e tradicional da cidade, posicionada dentro dos limites da Avenida do Contorno. "Existe um público cativo para essa região, que não abre mão de morar ali, pela série de conveniências que a área reúne e também pela tradição", diz o presidente das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (Secovi-MG), Ariano Cavalcanti.
Para Adriana Bordalo, gerente comercial da RKM Construtora, empresa que centra a sua atuação no Bairro Funcionários, dois tipos específicos de público se interessam pelos novos empreendimentos da região: o investidor, que quer aproveitar as altas valorização e rentabilidade dos imóveis, e as famílias que procuram a comodidade de um fácil e rápido acesso à mais completa infra-estrutura de comércio e serviços da cidade.
Os preços pedidos pelas unidades dos lançamentos residenciais localizados dentro dos limites da Contorno, entretanto, restringem a poucos belo-horizontinos o sonho de morar na região mais tradicional da cidade. Novos empreendimentos lançados em Lourdes, na Savassi e no Bairro Funcionários oferecem unidades cotadas, ainda na planta, por um preço mínimo de R$ 5 mil o metro quadrado. "Os empreendimentos seguem padrão único, voltado para famílias das classes média alta e alta. Mas a demanda latente é tão grande que todos são vendidos rapidamente", afirma Ariano Cavalcanti.
O requinte e a busca por diferenciação dos edifícios mais antigos são as marcas registradas dos novos empreendimentos. Lançamentos de empresas como a Patrimar, a Caparaó e a RKM apresentam como diferenciais áreas de lazer completas, uma raridade na região, em função da pequena metragem dos terrenos, em média de 600 m². Para conseguir desenvolver apenas um projeto com essa estrutura, os incorporadores empreendem longas negociações para a aquisição de vários terrenos.
"É um exercício de paciência que envolve a conciliação de interesses da incorporadora com o de vários proprietários", diz Adriana Bordalo, ao informar que, para a implementação dos projetos dos edifícios Zaidal e Oásis, a RKM levou anos para comprar, respectivamente, cinco e seis lotes. "Mas vale a pena. A velocidade de vendas que alcançamos é excelente, principalmente se levarmos em consideração que estamos comercializando apartamentos na faixa de R$ 1 milhão", assinala. Ela acrescenta que 65% das unidades do Zaidal, lançado há um ano, já foram vendidas, e 25% dos apartamentos do Oásis foram comercializados na primeira semana de lançamento, feito no fim do mês passado.
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação