Comercial mais atraente

Construtoras apostam em imóveis para negócios como forma de atrair investidores

Empresas afirmam que futuros usuários terão muitas opções de personalização dos espaços

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postado em 06/09/2012 09:32 / atualizado em 06/09/2012 09:49 Humberto Siqueira /Estado de Minas


Primeiro complexo de uso misto em BH, o Monterey Total Life está sendo contruído pela Direcional Engenharia - Divulgação / Arquivo Direcional Engenharia Primeiro complexo de uso misto em BH, o Monterey Total Life está sendo contruído pela Direcional Engenharia
O mercado voltado para construção e vendas de imóveis comerciais encontra-se aquecido em Belo Horizonte. Diversas empresas estão investindo em prédios e salas, em várias áreas da capital mineira. A PHV Engenharia, por exemplo, está construindo o Center Sul, no Bairro Santa Lúcia, Região Centro-Sul, no quarteirão que fica entre a Avenida Nossa Senhora do Carmo e a Rua Doutor Armando Duarte, em uma área de aproximadamente 3,6 mil metros quadrados (m²). Serão seis pavimentos de salas comerciais. As vagas de garagem serão vendidas separadamente, por cerca de R$ 40 mil. As salas variam de 115m² a 458m², todas com terraço descoberto. Segundo o diretor comercial da empresa, Marcos Paulo, os futuros usuários terão muitas opções de personalização. “Temos um pé-direito generoso, de 4,5m, bem como facilidades para a instalação de cabeamento”, afirma. Para ele, o que mais diferencia o empreendimento é essa possibilidade de o usuário poder adaptar o espaço para que ele seja prático e tenha a cara da empresa. Além de permitir a instalação de equipamentos que venham a surgir no futuro. O metro quadrado do empreendimento custa R$ 8,5 mil. Com projetos comerciais reconhecidos, como o Hospital Life Center, a Construtora Lider já vendeu 100% do Edifício Carneiro Costa Office. O empreendimento, com 10 pavimentos, tem andares corridos com salas de 150m² a 180m², revestimento em granito, pintura texturizada e vagas de garagem livres. Diego Assis, consultor de novos negócios da construtora, diz que o mercado tem recebido bem andares corridos e salas grandes. “Fomos tão bem-sucedidos com esse empreendimento, que, em breve, lançaremos outro, o Edifício Neo, na esquina das ruas Paracatu e Aimorés. Serão 42 salas e já estamos com consulta de interessados antes mesmo do lançamento”, diz. As salas terão entre 40m² e 90m², e a entrega está prevista para 2015. OTIMIZAÇÃO Com dois empreendimentos comerciais sendo erguidos no momento, a Construtora Caparaó chamou a atenção do mercado com o lançamento do ABC Emilio Pampolini, no Funcionários. Localizado na Praça Coronel Benjamin Guimarães, a Praça ABC, entre as avenidas Afonso Pena e Getulio Vargas e a Rua Cláudio Manoel, o empreendimento terá 60 salas com espaços de 62m² a 215m² e uma vaga de garagem por sala, além de outras 124 vagas rotativas. O projeto prevê uma fachada com vidros especiais, favorecendo a iluminação natural interna, visando a aumentar o conforto visual e acústico, e o uso racional de energia. A economia de energia também virá com um sistema de condicionamento de ar individualizado. Na entrada, haverá porte-cochère (chamado popularmente de varanda de transporte, que visa facilitar o embarque/desembarque de pessoas e bagagens) em frente ao lobby, que terá pé-direito triplo e controle de acesso.
Fachada com vidros especiais favorece a iluminação natural interna do edifício comercial em construção pela Caparaó - Juarez Rodrigues/EM/D.A Press - 7/12/11 Fachada com vidros especiais favorece a iluminação natural interna do edifício comercial em construção pela Caparaó
Boas opções no mercado Empresas oferecem projetos com andares corridos e vagas rotativas para atender bem os profissionais autônomos O vice-presidente da Área Imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), José Francisco Couto de Araújo Cançado, diz que em áreas dentro da Avenida do Contorno, principalmente, a demanda pelos imóveis comerciais continua muito boa. Os investidores gostam muito de andares corridos e as salas são bastante requisitadas por profissionais autônomos”, revela. Ele lembra que o coeficiente de aproveitamento do solo cai muito quando se constrói fora do perímetro da Contorno. Diferentemente do que ocorre quando a área está dentro da avenida, em que o coeficiente chega a ser até 2,7 vezes o tamanho do terreno. “Fora dela cai para 1. É uma questão que precisa ser revista. Isso afeta de certa forma a mobilidade da cidade, pois muitos negócios acabam se concentrando dentro da Contorno, quando poderíamos ter negócios mais próximos para os trabalhadores”, defende. Um dos exemplos de aproveitamento de terreno é o Renaissance Work Center, da Construtora Caparaó. Localizado na Rua Paraíba, no Funcionários, o edifício tem andares corridos de até 520m² e 362 vagas de garagem. A empresa vai investir em tecnologia e vista panorâmica para todas as salas. Haverá ainda um auditório para conferências e palestras com capacidade para 225 pessoas. A Patrimar seguiu a mesma linha, ao lançar o Mayfair Offices, na Rua dos Otoni, no Funcionários. São 96 salas de 35m² a 488m², com entrega prevista para 2015. Proprietários terão estacionamento privativo, mas haverá vagas rotativas para visitantes. O projeto prevê, ainda, rebaixamento de teto e instalação de piso elevado. Localizado na região hospitalar, o empreendimento terá funcionalidades como elevador com dimensões para transporte de macas e instalação sanitária voltada para portadores de necessidades especiais. Segundo Lucas Guerra, diretor comercial e de marketing da Patrimar, a região tem carência grande de imóvel com essas características. “Tanto que já vendemos 85% do empreendimento, cujo metro quadrado custa R$ 11 mil. Essa aceitação nos motivou a procurar áreas para outros empreendimentos comerciais”, afirma. MISTO Quando o terreno é grande, a possibilidade de inovar é maior. Com uma área de quase 24 mil m² no Bairro Caiçara, ao lado do Shopping Del Rey, a Direcional Engenharia está erguendo o Monterey Total Life, primeiro complexo de uso misto na capital mineira. São três tipos de empreendimento no local: um hotel de negócios, duas torres residenciais e quatro torres comerciais – com lojas e salas. Um investimento de R$ 160 milhões. Segundo o diretor comercial da Direcional, Guilherme Diamante, o momento está mais acertado para imóvel comercial. “Para uso próprio ou investimento é um bom negócio. Com a remuneração por juros cada vez menor, os imóveis têm sua atratividade elevada, pois têm um retorno na locação melhor do que o residencial. E o conceito misto aumenta essa atratividade do residencial. Um dentista pode ter um consultório no edifício comercial e morar no residencial”, sugere. Ainda de acordo com ele, o conceito imobiliário de uso misto é tendência nos grandes centros urbanos e não vai ser diferente em BH. “A Pampulha tem localização privilegiada e é um ponto de conexão entre as áreas que mais se desenvolvem na Grande BH, ligando a Cidade Administrativa, o aeroporto de Confins e a Região Norte à Região Centro-Sul. Além das diversas opções de acesso, as obras de mobilidade urbana para a Copa de 2014 vêm tornando a Pampulha cada dia mais valorizada e atraente”, diz. O Monterrey Office contará com 343 unidades, sendo 329 salas de 19m² a 46m² e 14 lojas de 52m² a 234m². Existe ainda a possibilidade de integração e composição mista de uma ou mais salas ou até mesmo andares corridos para atender a necessidade do cliente. O metro quadrado do empreendimento foi avaliado entre R$ 6 mil e R$ 7 mil. O diretor da Mobyra Incorporações, Rodrigo Nunes, também optou por um imóvel misto. No Edifício Porangatu, apesar de boa parte ser destinada ao residencial, quatro lojas foram incluídas no projeto, com área de 100m² e preço do metro quadrado a R$ 6,7 mil.
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João - 06 de Setembro às 11:07
Falta ao mercado fazer permuta em terrenos onde existem favelas, coisa simples a câmara aprova uma lei autorizando o municipio a licitar as areas, em contrapartida a construtora vencedora se encarrega da negociação com os moradores e pode-se usar a área da favela, é um enorme filão sendo renegado.

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