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Bairros na Região da Pampulha assistem a rápido crescimento e valorização de imóveis

Castelo e Ouro Preto têm um passado recente rural

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postado em 16/12/2012 10:48 / atualizado em 17/12/2012 12:59 Júnia Leticia /Estado de Minas
A qualidade de vida foi o que motivou a designer de interiores Kelly Bispo a se mudar para o Bairro Ouro Preto, onde mora há 20 anos com os pais - Eduardo de Almeida/RA Studio A qualidade de vida foi o que motivou a designer de interiores Kelly Bispo a se mudar para o Bairro Ouro Preto, onde mora há 20 anos com os pais


Surgidos na década de 1960, os bairros Castelo e Ouro Preto, na Região da Pampulha, assistiram a um rápido crescimento. Isso pode ser percebido com a valorização da área, que é estimada em 300% de seis anos para cá. Assim, uma história que se iniciou com a subdivisão da Fazenda da Serra, também conhecida como Fazenda dos Menezes, ganhou novo cenário. A paisagem, que há quatro décadas ainda contava com vacas passeando por suas ruas, agora é marcada por casas, prédios e estabelecimentos comerciais.

A construção da Ceasa, em 1971, e da BR-040, em 1957, e a consolidação do câmpus UFMG, em 1965, ajudaram a movimentar a região. O diretor da construtora e incorporadora AP Ponto, Bruno Lafetá, confirma que a posição desses dois bairros favorece muito sua valorização. “Estão próximos ao Anel Rodoviário e às principais avenidas que ligam o Centro da cidade à Zona Norte”, conta.

A qualidade de vida é outro ponto a favor da região, como destaca a designer de interiores Kelly Bispo, que há 20 anos mora com seus pais no Ouro Preto. “Escolhemos o bairro porque tem muitas árvores e natureza, além de ser próximo à Lagoa da Pampulha, que, mesmo com seus problemas, é linda!”, diz.

A designer elogia, ainda, a facilidade de acesso a opções de lazer e o fato de contar com certa tranquilidade. “Mesmo com esse clima de cidades mais distantes, a região nos oferece toda a infraestrutura de que precisamos. Shopping, boas padarias, supermercados, bares, inclusive lugares para praticar esportes ao ar livre, como caminhadas e andar de bike”, enumera Kelly Bispo.

Bruno Lafetá diz que, nos últimos anos, os investimentos em melhorias nas avenidas Pedro II, Antônio Carlos e Cristiano Machado, principais rotas de acesso à região, contribuíram para a valorização. “Outro fator é o desenvolvimento do Vetor Norte da capital, que hoje abriga o Centro Administrativo e importantes centros comerciais.”

Com a experiência de quem atua na região há um bom tempo, Bruno Lafetá tem acompanhado a evolução do mercado imobiliário. “Em 2006, participamos da construção de um empreendimento no Bairro Ouro Preto e o valor do apartamento de dois quartos era R$ 60 mil. Hoje, esse mesmo imóvel está sendo comercializado por R$ 180 mil, o que representa uma valorização de 200% em seis anos”, informa.

De acordo com o diretor de atendimento da Morus Imóveis, Vagner Costa, nos últimos quatro anos houve um acréscimo no valor dos imóveis superior a 50%. Esse movimento teve início em 2008 e durou até 2011. “Em 2012, os valores se mantiveram, sem grandes picos de aumento.”

O coordenador da regional Pampulha da Rede Imvista, José Cupertino, conta que, nos últimos meses, os imóveis na região tiveram aumento de 15%. Por isso, ele ainda aposta na valorização do Castelo e do Ouro Preto, “que se iniciou há cerca de sete anos, quando as construtoras começaram a migrar para a região”.

Além da facilidade de acesso, o Bairro Castelo mantém áreas arborizadas e conta com uma boa infraestrutura. Essas características atraem especialmente jovens casais - Eduardo de Almeida/RA Studio Além da facilidade de acesso, o Bairro Castelo mantém áreas arborizadas e conta com uma boa infraestrutura. Essas características atraem especialmente jovens casais


Muitos atrativos
Para proporcionar momentos agradáveis, construtoras apostam em empreendimentos de luxo com lazer


Um dos motivos para tanta valorização dos bairros Castelo e Ouro Preto, na Região da Pampulha, é o acesso a opções de lazer com a família. Afinal, os dois têm como vizinhos parques ecológicos, o zoológico, além do Mineirão e do Mineirinho. São diversas as opções que favorecem o convívio ou proporcionam relaxamento para os que gostam de aproveitar alguns momentos sozinhos.

Morador do Bairro Castelo há sete anos, o diretor do Parque Guanabara, Reynaldo Dias, optou pela região porque, além de ser perto de seu trabalho, possibilita a ele ter mais qualidade de vida. “É um local arborizado, tranquilo e que conta com uma infraestrutura completa. Saio do bairro apenas se preciso de algo muito específico. Normalmente, resolvo tudo por aqui.”

Vagner Costa, diretor de atendimento da Morus Imóveis, aponta a procura da região pleo público jovem e emergente - Eduardo de Almeida/RA Studio Vagner Costa, diretor de atendimento da Morus Imóveis, aponta a procura da região pleo público jovem e emergente
Aliás, poder desfrutar de momentos agradáveis e com conforto são algumas das principais metas de quem opta pelos bairros Castelo e Ouro Preto. Tanto é assim que o coordenador da regional Pampulha da Rede Imvista, José Cupertino, diz que os empreendimentos que estão sendo construídos na região são apartamentos residenciais de luxo, com quatro quartos e lazer completo. “O perfil dos maiores investidores é de construtoras de alto padrão, empresas que se instalaram na região há cerca de 10, 12 anos. Começaram com apartamentos menores, de dois quartos, e hoje produzem empreendimentos de luxo”, completa.

Além desses investidores, Vagner Costa, diretor de atendimento da Morus Imóveis, aponta o público jovem e emergente. “Assim como no Buritis, são pessoas que vêm ganhando um bom dinheiro nos últimos tempos e veem o mercado imobiliário como um porto seguro”, conta. Para atendê-los, estão sendo erguidos, principalmente, empreendimentos multifamiliares. “Vale ressaltar também grandes comércios”, acrescenta.

Bruno Lafetá, diretor da construtora e incorporadora AP Ponto, indica, ainda, torres com bom padrão de acabamento e com elevador. “O padrão desses bairros é bastante semelhante ao do Buritis e são uma boa opção para quem gosta da região da Pampulha. No Bairro Castelo, a AP Ponto tem dois empreendimentos em fase final da construção: o Ponto Imperial e o Ponto Mirante. Os condomínios contam com área de lazer completa e exclusiva, além de opções de planta diferenciadas, para dois e três quartos com suíte.”

Ele confirma que a grande maioria desses prédios é residencial, que acaba por atrair investimentos comerciais em malls, lojas e supermercados, também presentes na região. “Esses empreendimentos são procurados por pessoas jovens, às vezes recém-casados, com renda familiar superior a R$ 6.500, que buscam uma opção de investimento melhor que a renda fixa e mais seguro que a bolsa”, explica Bruno Lafetá.

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Bruno Lafetá, diretor da construtora e incorporadora AP Ponto, acredita que em cinco anos será difícil encontrar terreno - Eduardo de Almeida/RA Studio Bruno Lafetá, diretor da construtora e incorporadora AP Ponto, acredita que em cinco anos será difícil encontrar terreno
Quem está pretendendo investir na região tem que se apressar. Com o crescimento e a carência de terrenos em Belo Horizonte, a tendência é que terrenos para construir fiquem cada vez mais escassos. “Devido à valorização da região, que desencadeou um grande volume de lançamentos nos últimos cinco anos, já é possível identificar algumas dificuldades para encontrar áreas nesses bairros”, observa Bruno Lafetá.

Com o aquecimento do mercado imobiliário, os preços dos terrenos estão bem elevados – o metro quadrado no Castelo e no Ouro Preto varia de R$ 4 mil a R$ 5.500, conforme Bruno Lafetá –, o que, muitas vezes, impede a concretização do negócio. “No caso do Ouro Preto, a escassez é ainda maior. Acredito que em cinco anos será bastante difícil encontrar terrenos nesses bairros e os lançamentos imobiliários na região serão raros”, prevê.

José Cupertino confirma essa perspectiva. De acordo com ele, nos dias de hoje, os terrenos que ainda não foram utilizados na região são os considerados inviáveis. Os outros já foram adquiridos. “Em geral, as construtoras têm terrenos para construção por pelo menos mais quatro anos.”

Mesmo assim, Vagner Costa diz que ainda é possível encontrar terrenos na região. “Claro que a procura precisa ser mais intensa, uma vez que os valores subiram muito. Atualmente, os empreendimentos têm a seguinte média de valor por metro quadrado: R$ 3.500 (baixo padrão),
R$ 4.500 (médio) e R$ 5.500 (alto). Acredito que a região chegarános próximos anos a um nível de desenvolvimento que será difícil encontrar terrenos disponíveis para empreendimentos.”

Três perguntas para...
Vinícius Araújo - diretor da Prolar Netimóveis


Esses bairros realmente experimentaram uma grande valorização?
Sim. A região, que há algumas décadas era lugar de sítios e fazendas, hoje pertence à grande metrópole mineira, com muitos prédios, comércio, shopping, escolas e toda a infraestrutura que um bom bairro tem.

Quando esses bairros começaram a ser valorizados?
Os bairros na região da Pampulha vêm se valorizando há algum tempo, porém, intensamente nos últimos 10 anos. Antes, pela lagoa, que era uma referência em Belo Horizonte. Depois, a região sofreu com o desleixo da lagoa e sua consequente poluição, provocando até uma desvalorização dos imóveis. Mas, hoje, a grande expansão do Vetor Norte, a construção do Centro Administrativo e o investimento nas vias de acesso propiciaram novamente sua valorização. Os bairros Ouro Preto e Castelo, atualmente, são considerados como os que mais cresceram entre outros na mesma região. Isso ocorreu principalmente pela boa oferta de terrenos, boa localização, comércio variado, vias de acesso rápido.

Qual o perfil dos empreendimentos que estão sendo construídos na região?

São prédios de pequeno, médio e grande portes, bons centros comerciais e a maior parte dos moradores é um público mais jovem, recém-casados e casais com filhos pequenos. O Castelo e o Ouro Preto estão na mira dos investidores e para onde você olha tem obra sendo feita. A região promete muito e tem muito ainda para crescer.
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Ricardo - 16 de Dezembro às 14:45
Valorização excessiva. O resultado é óbvio, basta andar pelo Castelo 5 minutos pra ver prédios inteiros com placas de "vende-se" há mais de ano... E assim ficarão, até os construtores perceberem o que já se diz nas escolas de Real State da FGV e da USP: os preços estão desproporcionalmente altos.

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