Palco central das Olimpíadas 2020, estádio em Tóquio terá arquitetura futurista e inovadora

Consagrada arquiteta Zaha Hadid é autora do projeto do Estádio Nacional do Japão, que deve ficar pronto em 2018

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postado em 11/09/2013 10:52 / atualizado em 11/09/2013 14:29 Joana Gontijo /Lugar Certo
Zaha Hadid Architects/Divulgação

A cidade de Tóquio acaba de ser anunciada como a sede dos Jogos Olímpicos de 2020, e já tem o projeto de seu novo, e principal, abrigo para as competições. Com assinatura da premiada arquiteta Zaha Hadid, as obras do Estádio Nacional do Japão, que será o palco central do evento, devem começar no fim de 2015, com orçamento que chega à cifra de US$ 1,62 bilhão. Em traçado futurista, surpreendente e capacidade para 80 mil pessoas, o estádio vai receber as disputas de atletismo, além das cerimônias que abrem e encerram as Olimpíadas, mostrando uma estrutura ultramoderna e tecnológica.


A construção conta com cobertura retrátil, arquibancadas que podem ser adequadas a variados tipos de eventos (as adaptações permitem, por exemplo, que as cadeiras se aproximem do campo em partidas de futebol e apresentações musicais), além de todo o planejamento direcionado para a responsabilidade ambiental. Visualmente, a arquitetura é delineada em referência a um grande capacete de bicicleta, diferenciando em muito à obra do conservador e clássico Maracanã, que terá a mesma função na disputa olímpica prevista para 2016, no Rio de Janeiro.

O desenho inconfundível de Zaha Hadid permeia todo o conceito. Iraquiana e radicada na Grã-Bretanha, a arquiteta foi a primeira mulher consagrada com o Prêmio Pritzker, o Oscar deste segmento. Ela também é autora da concepção do centro aquático de Londres 2012, lembrado pelo teto parecido a uma enorme onda. Zaha foi a vencedora de um concurso realizado no ano passado pela prefeitura de Tóquio, superando 45 escritórios concorrentes.
Zaha Hadid Architects/Divulgação

Primeiramente, este concurso havia sido lançado por causa da Copa do Mundo de Rugby, marcada para 2019, no país, e agora o projeto ganhou ainda mais visibilidade com a escolha de Tóquio para sediar as Olimpíadas 2020, na semana passada. O inédito Estádio Nacional será erguido no mesmo local do antigo Kasumigaoka, substituindo o que foi o cenário dos Jogos Olímpicos de 1964, os primeiros ocorridos na capital japonesa. O complexo também será oferecido à Fifa como uma opção para o Mundial de futebol.

A proposta de Zaha Hadid foi escolhida por jurados presididos por Tadao Ando, arquiteto japonês também dono de um Pritzker, e pelo Conselho de Esportes, como a melhor entre dez finalistas. A arquitetura fluida e inovadora do novo estádio rendeu rasgados elogios do chefe do júri. Para Tadao, a entrada dinâmica e futurista incorpora a mensagem que o Japão gostaria de passar para o resto do mundo, encaixando-se em perfeita harmonia à paisagem de Tóquio. Ele acredita que a construção irá se tornar um altar do esporte mundial pelos próximos 100 anos.

As obras terão início assim que a demolição do antigo estádio for concluída. A previsão é que sejam finalizadas em 2018.
Zaha Hadid Architects/Divulgação
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Edilson - 11 de Setembro às 17:48
Totalmente imaginário de lindo, arquitetura de dar invejar a qualquer países Europa e inclusive o Brasil, mas todos esses milhões em estádio de futebol, poderia ser menos estrondoso de bonito e um pouco mais simples, outros restantes desses milhões ajudaria acabar com metade da fome no mundo.

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