Bairro Grajaú, na Região Oeste de BH, tem ares de interior no meio da cidade

O bairro registra forte expansão sem perder as características de sua origem

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postado em 20/04/2015 09:40 / atualizado em 21/04/2015 11:11 Ludymilla Sá /Estado de Minas
Euler Junior/EM/D.A Press

Cravado entre o Gutierrez e o Barroca, o Grajaú é um bairro tipicamente belo-horizontino quando se leva em consideração todo o seu aspecto geográfico. Tem muitos aclives e declives, mas nem por isso deixa de ter seu valor, afirma a vice-presidente da Câmara de Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi- MG), Cássia Ximenes.“Tem localização estratégica na Região Oeste da capital mineira e sofre uma expansão urbana verticalizada gradual e homogênea, ao mesmo tempo em que é beneficiado pela revitalização da Avenida Silva Lobo”, define a executiva.

O bairro tem suas origens ligadas ao antigo povoado das Piteiras, que ficava às margens do córrego de mesmo nome. Atualmente, poucas recordações se têm daquele povoado. Os córregos estão canalizados sob as avenidas Barão Homem de Melo, Silva Lobo e Francisco Sá. Pouca gente se lembra dos tempos antigos, à exceção da comunidade dos Luízes, um grupo que vive no Grajaú há mais de 100 anos. O grupo é descendente de ex-escravos que lá se instalaram antes da construção de Belo Horizonte.


A Regional Oeste era uma área em que se planejava manter um estilo de vida mais rural, com a manutenção de chácaras e fazendas. Elas ajudariam a recém-inaugurada capital de várias formas. Mas, rapidamente, aquela paisagem começou a se transformar e deu origem a vários bairros, entre eles o Grajaú.

Região de fácil acesso, chega-se ao Grajaú pelas avenidas Amazonas, Francisco Sá, Contorno e Barão Homem de Melo - Euler Junior/EM/D.A Press Região de fácil acesso, chega-se ao Grajaú pelas avenidas Amazonas, Francisco Sá, Contorno e Barão Homem de Melo


Dois grupos foram muito importantes para essa mudança: as instituições governamentais, como o Instituto João Pinheiro e a Fazenda-Modelo, e os operários que foram expulsos de outras partes de Belo Horizonte. Eles lutaram pelo direito de viver na cidade e se instalaram em alguns daqueles bairros.

Os primeiros loteamentos do Grajaú foram aprovados no fim dos anos1920. A ocupação, no entanto, foi lenta e se estendeu por décadas. Atualmente, é um bairro de classe média e ainda passa por modificações. “É um bairro de classe média em ascensão. Seus prédios são de padrão médio, que têm mesmo essa concepção de família de classe média”, descreve Cássia Ximenes.


Apesar da verticalização gradual, o bairro ainda mantém ares de interior. Muito em razão de seu passado. A área comercial é predominantemente de pequenos empreendedores, segundo a dirigente. “Podemos perceber muitas floriculturas no Grajaú. Talvez por suas características. E isso torna o bairro mais alegre.”

Há uma oferta de escolas considerável no bairro. Além de colégios estaduais e municipais, lá está localizado o Colégio Cotemig e a unidade principal do Centro Universitário Newton Paiva. “E isso gera renovação. Apesar de antigo, o bairro tem se renovado em razão do perfil das pessoas que estão indo morar lá.”

É uma região de fácil acesso pelas avenidas Amazonas, Francisco Sá, Contorno e Barão Homem de Melo. O preço médio de um imóvel anunciado no bairro é de R$ 600 mil. O metro quadrado gira em torno de R$5mil.

O bairro é considerado tranquilo e tem ruas arborizadas - Euler Junior/EM/D.A Press O bairro é considerado tranquilo e tem ruas arborizadas
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