Projetos responsáveis

Empresários da construção civil apostam nos empreendimentos verdes

Sustentabilidade agora é mais do que uma palavra de ordem: se tornou questão de sobrevivência no setor

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postado em 19/05/2015 20:04 Ludymilla Sá /Estado de Minas
Spazio EcoVitta, empreendimento sustentável da MRV Engenharia no Buritis - MRV/Divulgação Spazio EcoVitta, empreendimento sustentável da MRV Engenharia no Buritis
Empresários da construção civil apostam nos empreendimentos verdes, aqueles que apresentam uma construção mais durável e, ao mesmo tempo, que consumam menos recursos naturais. Segundo o gestor de saúde, segurança e meio ambiente da MRV Engenharia, José Luiz Esteves da Fonseca, a construtora tem se preocupado não só em desenvolver projetos sustentáveis do produto final. Várias ações são realizadas durante a obra. “Gerenciamos 100% dos nossos resíduos e o destinamos para a matriz enérgica. Conseguimos fazer o descarte correto do material que geramos durante a obra, como madeira, e os que são recicláveis.”

A água usada na lavagem das betoneiras também é reutilizada. “Essa água vai para caixas decantadoras para sair mais limpa e é aproveitada na lavagem do mesmo maquinário, na umidificação de canteiros de obras e na irrigação de plantas.” José Luiz Esteves considera tais ações importantes para diminuir o impacto socioambiental no entorno da obra. Para o produto final, a sustentabilidade é conferida nos projetos de paisagismo, com a utilização de plantas nativas, e na instalação de medidores de energia individualizados e lâmpadas com redução de consumo, por exemplo. “Em parceria com uma ONG, todo o óleo de cozinha velho é recolhido e utilizado na fabricação de material de limpeza para o próprio condomínio. Recentemente, fizemos esse trabalho de conscientização com os moradores do EcoVitta, no Buritis.”

As construtoras têm buscado incorporar aos projetos sistemas que otimizam o uso da água, como faz a Somattos Engenharia. “Sempre que fazemos sistema de aquecimento de água central, fazemos um recírculo nos prédios: a água que sai da caldeira quente vai circular em uma coluna central, para ser usada quando a pessoa acionar a torneira de água quente. Isso gera uma economia muito grande”, afirma o gerente comercial da construtora, Aurélio Rezende Nogueira. “Nos novos projetos, implementamos a captação da água de chuva, que vai para uma caixa coletora. A água de limpeza também vai para essa caixa e depois é reutilizada na irrigação de jardins e na limpeza de áreas comuns.”

Antes mesmo de a questão da sustentabilidade ser uma das principais preocupações das autoridades brasileiras, a Patrimar Engenharia já adotava medidas para minimizar impactos ambientais, conforme o diretor comercial e de marketing, Lucas Couto. “Já prevíamos, em nossos projetos, novos recursos de captação de água de chuva para reaproveitá-la em áreas comuns. Ela é tratada em um sistema empregado no telhado e usada para molhar quadra de tênis, irrigar jardins, nas descargas dos vasos sanitários do pilotis e do salão de festas. Também implementamos sistemas de medição individualizada de água, o que ajuda a diminuir o desperdício.”

Já a Conartes Engenharia adotou o sistema para reuso de águas cinzas em seus empreendimentos. “A água dos chuveiros, lavatórios, tanques e lavadoras de roupa de todos os apartamentos é descartada em uma estrutura hidráulica separada, para depois receber tratamento simples e ser utilizada na limpeza do prédio e na irrigação dos jardins. Os nossos projetos exigem isso, porque têm jardins exuberantes”, explica Thiago Xavier, gerente de comunicação da construtora, atentando também para o aproveitamento da energia solar e do projeto arquitetônico.
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