Cliente e imobiliária ganham ao assinar contrato de exclusividade para negociar imóvel

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postado em 02/11/2015 18:12 Carolina Cotta /Estado de Minas
Mírian Dayrell, sócia-proprietária da Mírian Dayrell Imóveis, diz que não há como cobrar responsabilidade sobre um imóvel que está com várias empresas ao mesmo tempo - Euler Junior/EM/D.A Press Mírian Dayrell, sócia-proprietária da Mírian Dayrell Imóveis, diz que não há como cobrar responsabilidade sobre um imóvel que está com várias empresas ao mesmo tempo
A exclusividade, e a parceria que essa favorece entre imobiliárias, pode alavancar vendas e ajudar em períodos de instabilidade econômica como o atual. Segundo Flávio Galizzi, vice-presidente das corretoras de imóveis da CMI/Secovi-MG e diretor-executivo da Valore Imóveis, a entidade é favorável à exclusividade, por acreditar que ela impulsiona negócios “É um modelo mais lógico, mas nossa cultura atrapalha. Infelizmente, em Minas Gerais, nem 20% dos imóveis têm contrato de exclusividade para venda”, explica. Já no aluguel, cerca de 80% trabalham no modelo.

“Exclusividade implica responsabilidade. É como em um casamento, a partir do momento em que se assume o compromisso, aumentam os cuidados com aquela pessoa. Por outro lado, deixar um imóvel em três imobiliárias é como ter um carro de três donos. Ninguém olha direito”, compara. Segundo Galizzi, o modelo domina nos mercados imobiliários de países e estados mais desenvolvidos. “Quando um proprietário dá exclusividade a uma imobiliária, ela vai dedicar mais tempo, trabalho e recursos no imóvel”, explica. Sem exclusividade, esse investimento não tem retorno, já que outra imobiliária pode vender antes.

Com mais de 20 anos de experiência, Mírian Dayrell, sócia-proprietária da Mírian Dayrell Imóveis, ressalta os aspectos da segurança, da especulação e da imagem entre as vantagens da exclusividade. “Só os corretores da imobiliária escolhida terão contato com o imóvel e a família. Fica muito mais fácil controlar o acesso de pessoas à residência”, destaca. Já em imóveis com várias imobiliárias, ela defende que janelas abertas, sinteco estragado pela chuva, torneiras abertas e chaves perdidas é o mínimo que pode ocorrer e não há como cobrar responsabilidade sobre um imóvel que está com várias empresas ao mesmo tempo”, diz.

Além disso, o imóvel em muitas imobiliárias, na opinião de Mírian, acaba se “queimando”, pois nem todas as imobiliárias trabalham da mesma forma. “Aquelas que fazem um trabalho sério e são comprometidas buscam com regularidade atualizar as informações importantes e que interferem para a valorização do imóvel e de sua comercialização”, destaca. Por fim, explica que a imagem de um imóvel cheio de placas de imobiliárias sugere desespero. Isso deixa a prospecção do imóvel deficitária. O cliente que quer vender o imóvel fica meio perdido e questiona se o seu bem está sendo trabalhado de forma correta.”

ENTRAVE O que atrapalha uma maior adesão à exclusividade é a falta de informação e uma questão cultural. “As pessoas insistem na não exclusividade por achar que com muitas empresas trabalhando o imóvel o resultado é mais rápido. Elas têm razão em alguns pontos, mas perdem em outros”, pondera Mírian, que propõe um modelo de parceria baseado na experiência americana. Trata-se de uma forma de gerenciar a exclusividade de uma forma que todos possam ganhar. A ideia é dar a exclusividade a uma imobiliária, mas essa, por meio de parcerias com outras empresas de sua confiança, trabalham juntas a venda oua locação, combinando os ganhos das partes.
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