NOVA SUÍÇA

Bairro em evolução, Nova Suíça chama atenção de investidores

A ampliação da Avenida Amazonas na década de 1940 deu início ao desenvolvimento do Nova Suíça, que ainda vislumbra grande potencial de crescimento

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postado em 05/12/2015 13:00 / atualizado em 08/12/2015 14:15 Gustavo Perucci /Estado de Minas

Vários empreendimentos novos garantem a renovação deste tradicional bairro da Região Oeste - JAIR AMARAL/EM/D.A PRESS Vários empreendimentos novos garantem a renovação deste tradicional bairro da Região Oeste
 

Um dos bairros mais tradicionais da Região Oeste de Belo Horizonte, o Nova Suíça reúne todas as melhores características da vizinhança com um clima de cidade do interior. Localização privilegiada, ótimo acesso e boas opções de comércio são os grandes atrativos da região.

A grande expansão do bairro veio com a ampliação da Avenida Amazonas na década de 1940, durante o governo do então prefeito de BH Juscelino Kubitschek. Hoje, o Nova Suíça é cercado por grandes vias de acesso, como as avenidas Barão Homem de Melo, Silva Lobo, Tereza Cristina e Via Expressa. Além da excelente localização, essas grandes vias garantem extensa opção de linhas de ônibus.

Uma das referências mais importantes da região é o Câmpus I do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) e a infraestrutura do bairro é completa. Grandes redes de supermercados, várias padarias, bancos, postos de gasolina, sacolões, açougues, drogarias, lojas de material de construção, escolas. Tudo isso facilita muito o dia a dia de seus moradores.

Há 30 anos no Nova Suíça, o empresário Clarckson Prado, proprietário do tradicional Bar Pé de Goiaba, não se imagina em outro bairro. Ex-bancário, ele viu uma oportunidade de negócio ao notar que havia uma demanda reprimida na vizinhança. “Não tinha nenhum barzinho bacana, só aqueles meio mercearia. Tentamos fazer uma inovação na época e estamos completando 20 anos”, conta. Ele recorda que a abertura do estabelecimento gerou até um certo problema com os vizinhos no início, pois o movimento e o barulho quebraram a pacata rotina do lugar.

 

Uma das referências da região é o Câmpus I do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG)  - JAIR AMARAL/EM/D.A PRESS Uma das referências da região é o Câmpus I do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG)


“Não tinha muita coisa para se fazer por aqui. A Barão (Avenida Barão Homem de Melo) era um córrego. Existiam muitos terrenos vagos, campos de futebol. Fechávamos a rua para jogar bola”, lembra. Mas o crescimento da cidade veio e a localização central do bairro trouxe novas características ao local, que, pouco tempo atrás, era basicamente residencial. “A cara do bairro está mudando e acompanhamos de perto essa evolução. Antigamente, éramos dos poucos comércios aqui e tínhamos que ir ao Centro para resolver quase todos os problemas. Hoje, temos vários supermercados, farmácias, padarias, bancos, redes de lanchonete e bons colégios”, observa.

Mesmo a poucos metros de uma das avenidas mais movimentadas da cidade, Clarckson Prado destaca a tranquilidade e o clima bucólico de interior que ainda existe na região. “É até meio assustador. Moro a um quarteirão da Avenida Amazonas, mas parece que moro no interior. De noite, as ruas ficam até desertas. E ainda tem um pouco daquela vida que nos faz falta nas grandes capitais. Aquela convivência, de se cumprimentar no meio da rua, vizinhos frequentarem as casas uns dos outros”, completa.

EXPANSÃO Para o sócio-proprietário da Sandro Pimenta Imóveis, Sandro Pimenta, o Nova Suíça é a nova fronteira da Região Oeste. Com vários empreendimentos lançados ou em construção no bairro, ele enxerga um potencial de expansão imobiliária e comercial muito grande no local. “É muito próximo ao Centro, tem boa topografia e ótima insolação. Como ainda existem muitas casas, acredito que, nos próximos 10 anos a região vai mudar bastante”, aponta.

 

Rua da vizinhança, como a Zurich, são arborizadas e tranquilas - JAIR AMARAL/EM/D.A PRESS Rua da vizinhança, como a Zurich, são arborizadas e tranquilas


Com muitas residências unifamiliares e prédios, na grande maioria pequenos, com três andares e, no máximo, uma vaga, as novas construções da vizinhança seguem outro estilo. Os grandes condomínios, com vários apartamentos e área de lazer completa, são tendência dos empreendimentos mais recentes, e abrigam um público que quer morar bem, mas não tem como investir em imóveis nos inflacionados Prado e Gutierrez. “Pensando rapidamente, temos sete supermercados na região. Uma referência importante é o Cefet. Temos dois colégios muito bons, que são o Santa Maria e o Instituto Coração de Jesus. O acesso ao Centro, Contagem, Betim e a outras regiões da cidade é excelente. Para mim, é a fronteira nova de quem quer morar em um bairro com ótimo padrão. Acho que o Nova Suíça tem uma estrutura melhor que o Prado, por exemplo”, completa.


RAIO X

Localização
»
Regional Oeste

Origem do bairro
»
Os primeiros loteamentos foram aprovados na década de 1920, dando origem às vilas Nova Suíça, Adelina, Ambrosina, Atlântida e Marinhos. Com a ampliação da Avenida Amazonas, na década de 1940, a ocupação do bairro se acelerou.

Principais vias de acesso
»
  Avenida Amazonas
»  Avenida Silva Lobo
»  Avenida Barão Homem de Melo
»  Avenida Tereza Cristina
»  Rua Desembargador Barcellos
»  Rua Genebra
»  Rua Zurick
»  Rua Campos Sales

Principais referências
»
  Cefet-MG
»  Colégio Santa Maria
»  Instituto Coração de Jesus
»  Praça Oswaldo Zuccherate

Principais linhas de ônibus
»
  8205 (Maria Goretti/Nova Granada – Via Alto Barroca)
»  8202 (Santa Cruz/UNI-Estoril)
»  8203 (Renascença/Buritis)
»  9201 (Baleia/Nova Granada)
»  9202 (Pompeia/Jardim América)
»  9204 (Santa Efigênia/Estoril)
»  2104 (Nova Gameleira/BH Shopping)
»  9414 (Santa Inês/João Pinheiro)
»  2151 (Vista Alegre/Serra)
»  5401 (São Luís/Dom Cabral)
»  2033 (Betânia/Centro)
»  4150 (Shopping Del Rey/BH Shopping)
»  3054 (Milionários/Centro)


SUÍÇA OU SUÍSSA
Uma das confusões mais comuns do nome do bairro vem da sua origem. Responsável pelo loteamento que originou o bairro, na década de 1920, o empresário Carlos Norder era proprietário, à época, de tradicional fábrica de balas, chamada Baleira Suíssa, comprada pela Aymoré em 1969. A grafia correta no português é com cedilha, tanto para o país quanto para o que vem de lá. A utilização dos dois esses vem do francês. Mas a dupla grafia do nome é um dos charmes e folclore do bairro.

Tags: suíssa nova suíça nova horizonte belo bh de bairros

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