Capacitação

Entidades lançam escola para qualificar jovens e adultos para atuar na construção civil

A chamada Escola da Construção será capaz de atender cerca de 2 mil estudantes por dia

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postado em 08/04/2017 09:37 Augusto Pio /Estado de Minas
Juarez Rodrigues/EM/D.A Press - 24/9/15

Incentivados pela demanda por mão de obra qualificada no setor da construção civil, o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), o Sindicato da Indústria da Construção Pesada no Estado de Minas Gerais (Sicepot-MG) e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) lançaram um projeto exclusivo para o setor. Com a inciativa, Minas terá a primeira escola voltada exclusivamente para a qualificação de jovens e adultos que queiram atuar profissionalmente em canteiros de obras.

A chamada Escola da Construção será construída em área de, aproximadamente, 20 mil metros quadrados no Bairro Diamante, na Região do Barreiro, e terá capacidade de atender, diariamente, cerca de 2 mil estudantes. O empreendimento será composto por quatro edifícios e uma quadra poliesportiva. Os prédios terão, inclusive, laboratórios de ensaios de materiais da construção, além de espaços destinados à realização de oficinas de máquinas pesadas, alvenaria, revestimento cerâmico, práticas de jardinagem, paisagismo e almoxarifado.

De acordo com o presidente do Sinduscon-MG, André Campos, o projeto fará com que o setor da construção civil se consolide como referência em capacitação de mão de obra em Minas Gerais. “A nova escola vai formar profissionais conectados com as mais modernas tecnologias utilizadas. Além de possibilitar que o trabalhador aumente as suas chances de conseguir novo emprego ou uma promoção, a iniciativa vai favorecer a melhora nos índices de eficiência e a produtividade das empresas”, ressalta o executivo. José Luiz da Fonseca, gestor executivo de segurança, saúde e meio ambiente da MRV Engenharia, também comemora a iniciativa e a considera um ganho para o setor. “Sempre existiu a carência por equipe qualificada. Sem capacitação há problemas de serviços, como baixa qualidade de trabalho e desperdício de material” exemplifica.

Outra boa consequência será a queda no que a área de recursos humanos chama de turnover – rotatividade de pessoal em uma organização, ou seja, as entradas e saídas de funcionários. Na esfera da construção, o turnover é alto. “Quando investimos em cursos profissionalizantes e na alfabetização, a equipe fica mais fidelizada à empresa. O trabalhador não pede para sair e nem é demitido”, conta José Luiz, referindo-se ao projeto Escola Nota 10, da MRV, que atua desde 2011 com características semelhantes ao que a Escola de Construção pretende.

Os próprios trabalhadores lidam diretamente com a edificação. Um dos aspectos é o salarial: o primeiro trabalho no ramo da construção é o de servente, posição que não exige tanta qualificação, o que está diretamente ligado ao ganho financeiro no fim do mês. “Assim que o trabalhador tem mais qualificação, isso se traduz na questão salarial e na melhora da renda familiar”, afirma Fonseca.

O espaço também oferecerá ensinos fundamental e médio articulados com a educação profissional, educação profissional técnica de nível médio, tecnológica, graduação e pós-graduação. Os trabalhadores da indústria e seus dependentes terão prioridade nas matrículas, mas vagas também serão abertas para a comunidade em geral. “É um trabalho social também, não só a capacitação final, na parte mais produtiva. É importante trabalhar esses funcionários e seus filhos para dar a eles segurança. As portas não estão fechadas”, garante Branca Macahubas, consultora imobiliária e urbanística do Sinduscon-MG.

André Campos acrescenta que a busca por constantes melhorias na qualidade dos produtos tem motivado as empresas do setor a investir em modernização, projetos, planejamento, gestão, logística e em recursos humanos. “A Fiemg acompanha essa necessidade da indústria em seus programas de qualificação profissional e essa parceria com as entidades do setor da construção reforça a qualidade dos cursos que serão ofertados. Os alunos poderão assistir a palestras ministradas por entidades técnicas, fabricantes e construtoras no decorrer do curso”, esclarece.

CONVÊNIOS

André salienta que a implantação da Escola da Construção faz parte de uma série de projetos e ações do Sinduscon-MG para beneficiar e impulsionar o crescimento de toda a cadeia da construção no estado. Em 2016, a entidade firmou convênios com diversas instituições de ensino, para que os funcionários de empresas associadas e seus familiares tenham desconto nas mensalidades de cursos tecnológicos, de graduação e pós-graduação de instituições como Estácio de Sá, Faculdade de Estudos Administrativos de Minas Gerais (Fead), IBS/FGV, Una e Uni-BH. A partir de parceria com a Fundação Dom Cabral e a CMI/Secovi-MG, o Sinduscon-MG também colaborou na estruturação do curso de pós-graduação especialmente voltado para empresários e diretores de empresas do mercado imobiliário.

Ele conta que, no ano passado, foram oferecidos cerca de 70 cursos e palestrasnas áreas técnicas e gerenciais no Centro de Treinamento do Sinduscon-MG. “Ao todo, cerca de mil pessoas passaram por atualização ou capacitação. Por meio do Serviço Social da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Seconci-MG), o Sinduscon-MG apoiou a realização de cursos, palestras e seminários voltados para operários nas áreas de saúde e segurança. Também foram oferecidas vagas para o programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA), que possibilita a conclusão dos ensinos fundamental e médio. Desde a sua criação, em 1992, o Seconci-MG realizou cerca de 1,8 milhão de atendimentos.”

(Colaborou Jessica Almeida)
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