Financiamento

Financiamento Imobiliário: entenda as principais opções atuais

Qual é o financiamento que melhor se encaixa com a sua realidade? Como você pode planejar o pagamento? Descubra a seguir.

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postado em 08/05/2017 11:00 / atualizado em 10/05/2017 11:00 Leticia Vidal , Joana Cardoso


 
Opções de financiamento imobiliário - Judy Qualls/Reproducao da internet Opções de financiamento imobiliário
 
A compra de um imóvel é certamente o grande desejo e a conquista de toda família. Comprar um apartamento ou casa própria demandam planejamento e escolha assertiva das melhores opções para esta aquisição. Na maioria dos casos, este novo imóvel pode consumir anos de economia e esforço da família. 

Sendo assim, os financiamentos imobiliários entram como opção para facilitar e possibilitar a realização desse sonho. Eles são nada mais que um empréstimo feito para tornar viável a compra de um imóvel à vista. E, claro, neste empréstimo estão contidos juros que viram um tipo de “aluguel” que a pessoa deverá pagar mensalmente ao banco até quitar o valor total do financiamento. 

As prestações são a parte mais importante dentro do financiamento. Elas vão variar conforme o tipo de financiamento imobiliário escolhido, as taxas de juros e o valor do imóvel, e poderão crescer ou diminuir ao longo do tempo, conforme o tipo escolhido. Você precisa entender bem a dinâmica do seu financiamento e aqui vamos explicar melhor cada um deles. 

Amortização

Antes de falarmos sobre os tipos de financiamento imobiliários em si, vamos entender melhor sobre os valores da parcela que você pagará.
Amortização é o percentual da parcela que corresponde à devolução do valor emprestado pelo banco. É o processo de finalização da dívida através de pagamentos periódicos. Cada parcela refere-se ao valor total da dívida, incluindo impostos e todos os outros encargos. Os juros sempre são cobrados em relação ao saldo devedor, isto é, ao montante que ainda falta "devolver" ao banco. 

3 Tipos de financiamento imobiliário

Sistema Price

Desenvolvido na França, o Sistema Price talvez seja o financiamento mais popular no mundo, porém cada vez menos usado aqui no Brasil. Ele teve que passar por uma remodelação para se adequar à realidade brasileira de alta taxa de juros e inflação. É um sistema comum de amortização para veículos mas pode ser usado em financiamento de imóveis também.

Em seu modelo original, a Tabela Price tem prestações fixas, juros decrescentes e amortizações crescentes. Nas primeiras prestações entram o pagamento dos juros e, conforme o tempo passa, eles vão diminuindo já que são cobrados sobre o valor que se deve ao banco. Lembre-se que o montante dos juros está sempre ligado ao valor devedor à instituição bancária. Com o saldo devedor diminuindo a cada mês, os juros cobrados também diminuem. Porém, como no Sistema Price o valor das parcelas é fixo, o que aumenta a cada mês é o valor da amortização.

Aqui no Brasil, foram colocados indexadores para o reajuste das prestações e saldo devedor em relação ao aumento da inflação. A taxa mais utilizada para esse reajuste é a TR (taxa referencial). A grande desvantagem desse sistema de financiamento é que se a pessoa não tiver seu salário reajustado na proporção de sua dívida, pode ser que tenha problemas para quitar seu saldo devedor. Afinal, a Tabela Price consome uma parcela cada vez maior de sua renda mensal. 

Quem optar pelo Price tem que planejar quitar o financiamento o mais rápido possível. Não deve ser uma opção para quem pretende deixar o financiamento sendo pago por um período mais longo.

SAC

No Sistema de Amortizações Constantes (SAC), como o próprio nome diz, o valor das amortizações acontece de maneira constante e, com isso, o valor das prestações é decrescente. É o modelo mais utilizado nos financiamentos e empréstimos para imóveis. 
Naturalmente, como os juros sempre são cobrados em relação ao saldo devedor, no SAC o valor das parcelas vai diminuindo gradativamente ao longo do tempo. Ao pagar prestações maiores logo no início do financiamento, a dívida é amortizada mais rapidamente e o juros total vai diminuindo. 
 
Sendo assim, a grande vantagem desse sistema de financiamento é a segurança que ele promove ao longo do tempo. Como as maiores prestações são cobradas no início, a pessoa pode contar com algum imprevisto no futuro e ainda assim conseguir pagar as prestações que ainda restam. 
 
O SAC ainda é a melhor opção de amortização já que protege seu poder de compra da inflação. Profissionais liberais ou que dependem de comissões e/ou desempenhos, devem escolher o SAC como seu financiamento, desde que suas primeiras parcelas não interfiram em mais de 30% da sua média salarial.

Sacre

O Sacre (Sistema de Amortização Crescente) é uma mistura do Sistema Price e do SAC. Neste tipo de financiamento imobiliário as prestações são constantes, com a parcela de amortização crescente e juros decrescentes. 
A prestação é calculada para cada 12 meses e somente depois é feito o recálculo para o próximo período. Através deste novo cálculo, o valor da prestação cai e fica constante por mais 12 meses. O reajuste das parcelas é feito com base na TR. 
 
A grande vantagem do Sacre é que as prestações caem ao longo do tempo e a inadimplência também diminui significativamente. 

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