Falta de linhas de crédito causa entraves financeiros para loteadoras

Incorporadoras reivindicam programas de financiamento por parte do governo para estimular a venda de lotes

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postado em 18/05/2017 15:19 / atualizado em 26/05/2017 15:47 Augusto Pio /Estado de Minas
Gustavo Lobato, diretor da Parcelar Urbanismo, diz que a oferta maior de subsídios reduziria preço de terrenos - Arquivo Pessoal Gustavo Lobato, diretor da Parcelar Urbanismo, diz que a oferta maior de subsídios reduziria preço de terrenos
A ausência de programas de financiamentos por parte do governo, como o Minha casa, minha vida, que oferece aos compradores taxas de juros menores do que as praticadas pelas loteadoras, está sendo um grande desafio para que as incorporadoras possam oferecer um produto com taxas menores e que contemplem mais pessoas. Gustavo Lobato, diretor financeiro da Parcelar Urbanismo, ressalta que a inexistência de linhas de crédito imobiliário por parte do governo acaba por oferecer mais riscos de perdas financeiras às empresas, devido a problemas de inadimplência por parte dos compradores   e por terem que concluir a construção do empreendimento no tempo contratado, precisando investir nas obras com recursos próprios.

“Estamos oferecendo aos compradores o pagamento facilitado, sem burocracia, para que possamos contemplar mais consumidores. Porém, se tivéssemos mais segurança para a construção de loteamentos seria ideal que os compradores pudessem utilizar o Fundo de Garantia doTempode Serviço (FGTS) para a aquisição de unidades. Assim, se houvesse essa mudança, a oferta de subsídios seria maior e mais unidades seriam comercializadas a valores menores”, lamenta o executivo.

Gustavo Lobato explica que outro entrave enfrentado pelas loteadoras é a burocracia para a liberação de áreas para a construção dos empreendimentos, que pode demorar de 18 a 24meses, já que envolve a aprovação de vários órgãos, sendo que, em alguns casos, essas entidades fiscalizadoras não se comunicam entre si e pedem o oposto das exigências. “É um processo moroso que seria mais eficaz se houvesse a integração entre os órgãos fiscalizadores para que as licenças ambientais fossem fornecidas mais rapidamenteede forma eficaz”, afirma.

Além disso, após a concessão da licença as incorporadoras têm que enfrentar a resistência das concessionárias para o fornecimento de serviços de infraestrutura básica, como saneamento, telefonia e energia, o que acaba por transferir a responsabilidade pela instalação desses serviços para a empresa, o que culmina com maior acréscimo ao custo de construção do lote. “Precisamos buscar junto aos órgãos competentes viabilizar a liberação dos terrenos e a oferta de serviços básicos para que possamos diminuir os custos das unidades e ofertar um produto de qualidade com infraestrutura de lazer, segurança e bem-estar”, propõe Gustavo Lobato.

ENCARGO

Deacordo com Carlos Pereira, diretor da área de Meio Ambiente e do Grupo das Loteadoras do Sindicato da Construção de Minas Gerais (Sinduscon- MG), as loteadoras acabam ficando no papel de assumir o financiamento, pois esse não é feito por bancos. Com isso, as empresas têm que se preparar financeiramente para a construção de um empreendimento e para ter retorno a longo prazo. “Hoje, o subsídio é fornecido somente em casos em que o loteamento está pronto e para apenas 50% das unidades, o que acaba levando as loteadoras a oferecer lotes com parcelamentos mais extensos do que os praticados pelos bancos para a aquisição de empreendimentos na planta ou concluídos”, esclarece.

A Caixa Econômica Federal informou recentemente sobre a criação de uma modalidade de crédito para o segmento de loteamentos autorizando o uso do FGTS para a compra do terreno e a construção do imóvel. Porém, as loteadoras não serão favorecidas caso a medida seja aprovada, uma vez que o projeto não prevê menores taxas de juros às empresas. “O Sinduscon- MG tem fomentado, junto às instituições financeiras e bancos, o aumento das linhas de crédito, visando fornecer aos consumidores subsídios com juros menores e que beneficiem um maior número de pessoas”, salienta Carlos Pereira.
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