Bom negócio

Leilão é uma oportunidade para quem busca a casa própria por valor abaixo do preço de mercado

Mesmo com as vantagens, é preciso ficar atento para não cair em ciladas

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postado em 13/12/2017 18:39 / atualizado em 13/12/2017 18:45 Herlane Meira* /Estado de Minas
Mesmo diante do cenário de recuperação da economia, os leilões de imóveis são cada vez mais procurados por aqueles que buscam maneiras mais em conta de adquirir bens. Isso porque, além de encontrar valores abaixo do mercado, especialistas garantem ser uma ótima oportunidade de negócio.

De acordo com o advogado da Zukerman Leilões, empresa referência em leilões imobiliários, Leonardo Takemoto, adquirir um imóvel em um leilão é um bom investimento para qualquer pessoa. “Temos imóveis com valores até 60% abaixo do preço de mercado. O principal motivo que impulsiona a procura de imóveis em leilão é o preço. Muitos procuram como investimentos comercias, mas também há quem procure para uso pessoal”, explica.

O advogado acrescenta que, apesar de ser um bom negócio, é preciso tomar cuidado com algumas etapas que antecedem o evento, para evitar que a compra do imóvel se transforme em cilada. “Alguns itens são extremamente importantes e precisam ser olhados antes do leilão, como a leitura do edital, pesquisar sobre o imóvel de interesse, calcular os gastos extras, além do valor do imóvel, entre outros.”

Para Regiane Stoffelshaus, gerente de marketing da Sold, uma das empresas líderes no setor leiloeiro, os leilões de imóveis via internet estão se popularizando, porque os compradores estão conhecendo mais essa modalidade e realizando ótimos negócios. “Apenas entre 2015 e 2016, os leilões de imóveis na empresa cresceram 300%. Esse impulso veio não apenas da maior oferta de imóveis em leilões, mas também do crescimento da compra de imóveis por meio desses eventos”, afirma. “Este ano, a Sold estima fazer 30% mais leilões de imóveis do que no ano passado. E os compradores vão desde investidores até consumidores finais em busca de boas oportunidades. Com o passar dos anos, houve ‘democratização’ do acesso e do interesse em leilões de imóveis, incluindo a ‘desmistificação’ de questões ligadas a eles, fazendo com que usuários comuns passassem a participar com muito mais frequência dos pregões”, ressalta o gerente de marketing.

SITUAÇÃO

Otimar Bicalho, conselheiro da CMI/Secovi-MG, também afirma ser um bom investimento a compra de um imóvel por meio de leilão, mas orienta que é preciso tomar alguns cuidados antes de arrematar uma casa ou apartamento. “O preço de imóvel está ancorado em três aspectos: o apartamento, o prédio e a localização. É preciso avaliar o apartamento, se está em boa situação e se precisa de alguma reforma. Com o prédio é a mesma situação, além de averiguar se ele está com situação regularizada. O terceiro aspecto é a localização, que interfere bastante no preço do imóvel e pode ou não agradar ao comprador.”

Uma outra situação difícil de solucionar e que também é uma das mais comuns no mercado imobiliário é adquirir uma casa ou apartamento com ocupantes. “Um dos grandes problemas de imóveis em leilão é que bancos, como a Caixa, vendem imóveis com pessoas ainda residindo no local. Além de ser um problema jurídico, que exigirá a contratação de advogado para um processo que pode levar anos, há também a questão social, pois, em diversos casos, há famílias inteiras morando no local que não têm para onde ir. É preciso saber o que está comprando porque, depois da posse do imóvel, a solução desses problemas é por conta do comprador.”   

Existem três tipos de leilões de imóveis:

1) Leilões por falta de pagamento de parcelas de financiamentos/Inadimplência - são extrajudiciais, feitos pelos credores (normalmente, instituições financeiras e/ou incorporadoras) e quem perde o imóvel são pessoas (ou empresas).

2) Leilões de estoque/Patrimônio - são extrajudiciais, feitos por pessoas físicas ou empresas, que querem vender imóveis para obter liquidez.

3) Leilões judiciais - determinado por juízes em processos judiciais para o pagamento de alguma dívida (os mais comuns são imóveis com dívidas de condomínio, impostos ou da Justiça do Trabalho).

Fonte: Regiane Stoffelshaus, gerente de marketing da Sold

Compre um imóvel em leilão em três passos

» Pesquise o mercado

O ideal, antes de participar efetivamente de um leilão, é verificar as oportunidades presentes na região desejada. Para facilitar a ponderação sobre os imóveis que estão sendo leiloados, é fundamental realizar um comparativo com aqueles que estão disponíveis no mercado, além de analisar se o valor e as condições de pagamento compensam a participação e a aquisição de determinado imóvel.

 » Leia o edital

Depois de identificar o imóvel desejado, o interessado deve ler o edital, que tem todas as condições de venda, obtendo informações sobre possíveis despesas adicionais e outras obrigações que serão repassadas ao arrematante, como a desocupação, a regularização do registro de propriedade ou os custos com documentações e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

» Habilite-se

Cada leilão conta com uma habilitação individual que garante a participação dos interessados. Sendo assim, o terceiro passo é se cadastrar no site da empresa que vai realizar o leilão, solicitando a habilitação por meio do envio de documentos específicos. Depois da aprovação, o interessado estará apto a participar e a dar lances. Para garantir a boa realização do pregão, algumas empresas contam com equipe de especialistas, que acompanham todas as etapas e, no caso de dúvidas, é fundamental que o indivíduo entre em contato com a companhia para buscar mais informações. Os profissionais também poderão auxiliar e orientar sobre o procedimento na busca de eventuais dados que não foram fornecidos pelo vendedor. Durante o leilão, é essencial que os participantes tenham um planejamento financeiro, evitando se deixar levar pelo calor do momento e realizar lances acima do orçamento previsto. Para isso, é essencial que o comprador já tenha incluso, nos cálculos, a porcentagem do leiloeiro, os custos de registro do imóvel, o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e, no caso de venda, o lucro imobiliário, garantindo que a compra seja um bom negócio.

Fonte: Zukerman Leilões

*Estagiária sob a supervisão da subeditora Elizabeth Colares
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