Cenário promissor

Mercado imobiliário vive momento de expectativas positivas para 2019

Setor se apresenta como boa opção para quem deseja diversificar o portfólio de investimento ou mesmo para morar

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postado em 24/01/2019 14:59 / atualizado em 24/01/2019 15:04 Augusto Guimarães Pio /Estado de Minas
Ilustração/Danilson

Investir em empreendimentos residenciais, comerciais, terrenos ou loteamentos de imóveis é uma das formas mais tradicionais de investimento. Mesmo em um cenário de crise, haverá sempre demanda por algum tipo de imóvel. Além disso, esse tipo de investimento é mais imune às turbulências da economia. De acordo com números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existe um déficit habitacional no Brasil de 5,5 milhões de residências. Isso mostra que há um aumento consistente na demanda por imóveis.

De acordo com especialistas, o investimento em imóveis é muito procurado para diversificar o portfólio de aplicações e reduzir os riscos do investidor. Mesmo aqueles que preferem a bolsa de valores têm ao menos parte do dinheiro alocado em imóveis; seja de forma direta, adquirindo um bem, ou indireta, por meio de fundos imobiliários. Para alguns, 2019 deverá ser o ano da retomada do mercado imobiliário no Brasil. Por outro lado, investir em imóveis permite que o empreendedor gere uma renda passiva, ou seja, uma espécie de salário que não dependerá do seu esforço.

Gustavo Milaré, advogado, sócio do escritório Meirelles Milaré Advogados, conta que recentes levantamentos do setor indicam um viés de alta nos últimos meses de 2018. “A esperança é que a nova equipe econômica do governo federal consiga ajustar as contas públicas, gerar mais empregos, melhorar a renda do trabalhador e manter a tendência de queda dos juros aplicados nos financiamentos de imóveis”, ressalta o especialista.

Gustavo explica que o mercado imobiliário tem um ciclo composto por quatro fases: expansão, excesso, recessão e recuperação. “Após a crise que assolou o mercado imobiliário no começo desta década, entramos na fase da recuperação no segundo semestre de 2017. Desde então, o setor passou a demonstrar melhoras gradativas e substanciais, em especial nas vendas, que cresceram cerca de 10% no ano passado. Devido a diversos fatos, entre os quais se pode destacar a queda da inflação, a diminuição da taxa de juros e de financiamento, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, a iminente regulação do distrato e ainda as definições políticas nos cenários estaduais e federal, o mercado imobiliário tem notado um significativo aumento no índice de confiança de empresários e consumidores.”

Segundo o advogado, houve aumento de 52% no número de unidades comercializadas na cidade de São Paulo de janeiro a junho de 2018, em comparação com o mesmo período de 2017, melhor resultado desde o início da crise em 2013. “Outro exemplo que demonstra a reação do mercado imobiliário é que o lançamento de novos projetos cresceu 30% no terceiro trimestre deste ano e, segundo corretores e investidores, a movimentação cresceu ainda mais depois das eleições”, informa o especialista.

SINALIZAÇÃO

Esse ambiente tem criado expectativas bastante positivas para o setor em 2019. “Segundo dados, sinais, indicadores e, sobretudo, especialistas, deveremos entrar em um período de normalidade econômica. Com isso, a tendência é de crescimento para o próximo ano, ainda mais considerando que teremos a entrada em vigor de algumas novidades, como o aumento do teto para a compra de imóvel com FGTS para R$ 1,5 milhão e a ampliação do programa Minha casa, minha vida”, ressalta Gustavo.

 Ele acredita que 2019 deverá ser um bom ano para quem quer vender ou comprar um imóvel e também para quem quer investir no mercado, seja no segmento residencial, cuja tendência são imóveis compactos com infraestrutura e a locação por temporada, seja no segmento comercial, no qual as empresas têm apostado em um conceito mais colaborativo, com espaços mais amplos e menos divididos; ou ainda em fundos imobiliários, que voltam a ser uma boa opção de investimento.
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