Mercado imobiliário 2026: oportunidades e tendências que movimentam o setor

Especialistas apontam cenários de juros, consumo e sustentabilidade que vão impactar compras e investimentos

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postado em 20/02/2026 10:00 Redação Lugar Certo /Estado de Minas


O mercado imobiliário inicia 2026 com novas oportunidades de compra, tendências de sustentabilidade e crescimento - Divulgação Freepik O mercado imobiliário inicia 2026 com novas oportunidades de compra, tendências de sustentabilidade e crescimento

 

O mercado imobiliário brasileiro inicia 2026 com otimismo, mesmo diante de desafios econômicos e políticos. A expectativa de queda gradual da Selic, a desaceleração da inflação, a oscilação do dólar e os resultados positivos de 2025 fortalecem a confiança de especialistas no crescimento do setor.

 

O economista e sócio-fundador da Forum Investimentos, Bruno Perri, afirmou ao InfoMoney que "2026 pode ser um ano favorável para a compra de imóveis prontos ou com entrega próxima". Ele destaca que juros ainda altos podem gerar oportunidades de negociação e que a futura portabilidade do crédito imobiliário tende a reduzir custos de financiamento. Por outro lado, o planejador financeiro CFP Jeff Patzlaff alerta que "quando os juros diminuem, o mercado tende a aquecer, aumentando a demanda e, consequentemente, os preços dos imóveis".

 

Alguns segmentos demonstram maior resiliência: o programa "Minha Casa, Minha Vida", que não sofre impacto direto da Selic, e o mercado de altíssimo padrão, que resiste a cenários de juros elevados. Esse desempenho refletiu na bolsa em 2025, com o índice do setor subindo 73,5%, destacando empresas como JHFS, Trisul, Cury, Tenda e Cyrela.

 

Novos modelos de moradia também ganham espaço. Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi-Rio, aponta que 2026 trará condomínios com áreas de lazer compartilhadas, soluções sustentáveis e unidades compactas em locais estratégicos, acompanhando mudanças de estilo de vida e prioridades dos consumidores.

 

Apesar do cenário positivo, o setor enfrenta desafios, como a volatilidade nos custos de construção, a escassez de mão de obra qualificada e a transição do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) prevista até o final do ano, exigindo planejamento e atenção das incorporadoras.

 

Segundo pesquisa da Abrainc em parceria com o Grupo Brain, as tendências incluem manutenção do "Minha Casa, Minha Vida", valorização de aluguéis, imóveis menores e sustentáveis, e consumidores mais exigentes. Com isso, 2026 reforça o papel estratégico do corretor de imóveis, essencial para orientar decisões seguras e alinhadas às tendências do mercado.

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