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| Diretor da Atlântica Imóveis, Cinézio Geraldo Pereira acredita em uma expansão de 15% para o setor |
Ao mirar o horizonte do mercado imobiliário para 2010, empresários, economistas e entidades representativas mostram-se otimistas. Uma análise aprofundada das perspectivas para este ano passa por avaliações e comparações com 2009, leitura da economia, das ações governamentais, comportamento do mercado, entre outros fatores que influenciam o desempenho do setor.
O ano de 2009, que começou com demissões recordes no segmento desde que os números passaram a ser registrados, assustando trabalhadores e empresários, terminou muito bem. Com uma forte retomada das atividades, no segundo semestre, superou 2008, que tinha uma base de crescimento estrondosa comparativamente a 2007.
Leia a continuação desta matéria:Cenário favorávelO vice-presidente da área imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Francisco Couto de Araújo Cançado, avalia não haver nada para tirar o otimismo do setor. "Nosso único receio, e estamos atentos para evitar isso, é que o aquecimento das atividades possa gerar inflação de custo e levar o governo a combatê-la com aumento dos juros", esclarece. "E juros altos são o inimigo número um da construção civil. Por um lado, os investidores sentem-se mais atraídos pelo mercado financeiro. Por outro, os consumidores ficam com receio de assumir compromissos de longo prazo a juros altos. O juros no Brasil atualmente estão em 8,75% ao ano. Os menores da história. E isso é bom. Mas, comparados aos de outros países, continuam altos. Nos Estados Unidos, são de 2%", completa.
Leia mais:Construção civil será a maior vedete do emprego em 2010Hora de faturarVendas surpreendemPanorama animadorEspecialista em mercado imobiliário, Cinézio Geraldo Pereira, da Atlântica Assessoria Imobiliária, acredita numa expansão de 15% para o setor. "Temos notícias animadoras e desanimadoras. A possível mudança na Lei de Uso e Ocupação do Solo causaria aumento de custo, pois, num mesmo terreno, o aproveitamento seria menor. Mas as boas novas são maioria. Temos demanda por imóveis residenciais e comerciais, o empresariado retomou a confiança e há obras para o pré-sal, a Copa de 2014, o PAC, o programa Minha casa, minha vida e as Olimpíadas de 2016", aponta.
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