Vida de condomínio: Reforço na segurança

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postado em 13/12/2009 15:14 Redação /Estado de Minas
SXC.hu/Banco de Imagens
Com a chegada das festas de fim de ano e do período de férias escolares, é comum o crescimento do número de ocorrências de arrombamento de imóveis, até mesmo os situados em condomínios. O corre-corre para os eventos, que se multiplicam nesta época, e a esperada viagem deixam os imóveis vazios e, portanto, mais vulneráveis à ação de arrombadores. De acordo com o vice-presidente das Administradoras de Condomínios da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Leonardo da Mota Costa, para resguardar o patrimônio da ação de bandidos, síndicos e condôminos devem tomar medidas que reforcem a segurança do condomínio.

As medidas começam com a atenção a posturas preventivas por parte de cada condômino, passam pelo reforço do quadro de pessoal e chegam até a adesão do condomínio a programas de segurança mantidos pela Polícia Militar. "Não existe sistema eletrônico de segurança que supere a perspicácia humana. Portanto, assumir um comportamento preventivo e manter o controle de acesso ao condomínio centrado nos porteiros são atitudes fundamentais", diz Leonardo.

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Entre as ações preventivas que o condomínio deve tomar, o vice-presidente da CMI/Secovi-MG cita a comunicação ao porteiro sobre eventuais ausências de moradores ocasionadas por viagem. "O porteiro deve ser comunicado pelo síndico ou pelos próprios condôminos sobre quais unidades estarão vazias e em que período. Assim, ele ficará atento e poderá barrar o acesso de estranhos e evitar que uma série de golpes, que ocorrem nesta época seja bem-sucedida", diz, ao assinalar que, neste período do ano, síndicos e administradores devem evitar a substituição de funcionários da portaria. "Um porteiro recém-contratado, por mais bem intencionado que seja, não conhece os moradores do prédio. Portanto, pode ser enganado e permitir o acesso de arrombadores às unidades que estão vazias", adverte.

Ele lembra que no fim do ano crescem também as ocorrências de furtos e assaltos e antes de voltar para casa de madrugada, após uma festa, o morador do condomínio deve alertar o porteiro sobre o horário de sua chegada. "É uma medida simples. Se a pessoa está de saída da festa e vai para casa, é só ligar para o porteiro e informar que está chegando. Assim o porteiro poderá acompanhar a sua chegada ao prédio, inibindo a ação dos bandidos ou, na pior das hipóteses, acionando a polícia no caso de um eventual problema."

Outra boa maneira, na avaliação de Leonardo, de reforçar a segurança neste período é valorizar os porteiros, oferecendo a eles gratificações especiais para o trabalho em datas como o Natal e o réveillon. "São datas em que todos querem estar com a família e amigos e nada melhor para incentivar quem precisa trabalhar nesses dias do que uma gratificação especial", pondera. Dependendo do porte do condomínio e do número de unidades vazias, acrescenta o vice-presidente da CMI/Secovi-MG, o síndico deve cogitar também da contratação de um maior efetivo de segurança. "Se houver disponibilidade de recursos para isso, o reforço de pessoal deve ser feito, com o cuidado de contratar funcionários temporários que já tenham trabalhado no prédio em outras ocasiões".

Já os condomínios que não têm porteiros devem investir na implantação e manutenção de sistemas eletrônicos de segurança e o síndico precisa alertar os moradores para a adoção de posturas preventivas que, aliás, devem nortear as ações de qualquer cidadão em todos os períodos do ano, como não deixar portarias abertas e não permitir a entrada de estranhos no condomínio. "Não afasto também a hipótese de um condomínio que não mantém funcionários na portaria optar, neste período, pela contratação de um porteiro temporário. Como esses prédios geralmente têm um número reduzido de unidades, o funcionário consegue rapidamente conhecer os moradores e se adaptar à rotina do condomínio. Mas essa contratação precisa ser cercada de cuidados e o síndico deve buscar indicações e exigir do funcionário a ser contratado referências de trabalhos anteriores", recomenda.

A adesão do condomínio e dos moradores a programas de segurança mantidos pela Polícia Militar em parceria com a sociedade também é uma boa medida preventiva. "O Secovi-MG, por exemplo, trouxe para Minas um modelo já testado em Pernambuco, com o programa De olho na rua. Ele consiste em munir os porteiros de radiotransmissores, que permitem a comunicação entre os diversos condomínios de uma região e a interligação com o sistema de rádio da polícia. Assim, qualquer movimento suspeito é comunicado à PM, que pode agir preventivamente", diz, ao informar que o programa foi implantado em condomínios dos bairros Belvedere, Funcionários, Buritis e Gutierrez.
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