Construção civil tem alta de 8,97%

Aumento de 14,15% na mão de obra no ano pesou no índice que mede variação das despesas das empresas mineiras por metro quadrado construído. No país, indicador aumentou 7,23%

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postado em 22/12/2012 10:35 Geórgea Choucair /Estado de Minas
Eduardo Almeida/RA Studio

A mão de obra puxa para cima o custo da construção civil. O aumento foi de 14,15% no ano e puxou a alta do Custo Unitário Básico de Minas Gerais (CUB-MG), que subiu 8,97% de janeiro a dezembro, segundo dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG). “O aumento foi em função da data-base e do próprio mercado, que está escasso de mão de obra”, explica Daniel Furletti, economista e coordenador sindical do Sinduscon-MG. Além disso, diz, o salário da categoria melhorou em função da capacitação profissional.

Na data-base de 2011, o salário da categoria teve reajuste de 9% e acabou repercutindo nos encargos deste ano. No país, o custo da construção aumentou 7,23%, segundo o Índice Nacional de Custos da Construção – Mercado (INCC-M). Os itens que mais influenciaram o indicador de novembro para dezembro foram ajudante especializado (de 0,24% para 0,30%), servente (de 0,28% para 0,30%), engenheiro (de 0,43% para 0,44%), tubos e conexões de PVC (de 0,47% para 1,19%) e pedreiro (de 0,23% para 0,28%), segundo o levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O custo do material de construção teve alta de 4,05% no ano, segundo o Sinduscon. Os produtos que se destacaram na elevação de preço foram o dijuntor tripolar (14,62%), seguido da janela de correr (14,59%), placa de gesso (12,94%), vidro liso transparente de 4 milímetros (19,19%) e bancada de pia de mármore branca (9,69%). Em dezembro o CUB ficou praticamente estável e variou 0,12%.

Material

Pesquisar antes de comprar material de construção pode representar uma economia de até 100% no gasto, segundo levantamento feito pelo Procon Assembleia em 42 depósitos de B H. O levantamento, divulgado ontem, mostrou que as variações de preços acontecem a partir de 32,81% entre os estabelecimentos consultados. O bloco de concreto (10cm x 19cm x 39 cm) foi o produto que apresentou a maior diferença. O milheiro do produto foi encontrado a R$ 1 mil em dois depósitos (Venda Nova e na Pampulha) e a R$ 2 mil em loja do Bairro Jardim América. O mesmo produto na dimensão 15cm x 19cm x 39cm cm foi encontrado a preços que variaram de R$ 1,3 mil no mesmo depósito de Venda Nova, a R$ 2,45 mil no Bairro Sion, variação de 88,46%. O milheiro do tijolo maciço requeimado apresentou variação de 71,88% – entre R$ 320 e R$ 550.

A região da Pampulha foi a que apresentou as maiores diferenças de preços entre os estabelecimentos (8,55%) enquanto que na Centro-sul foi registrada a menor variação. O Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais comparou ainda os preços médios de nove marcas de cimento em 72 estabelecimentos de Belo Horizonte, de janeiro a dezembro de 2012. Foi constatado aumento geral de 3,21% nos preços. As marcas de cimento com maiores aumentos de preços no comparativo anual são a Campeão CP IV 32 (6,04%), Holcin CP II 32 (5,91%), Holcin CP III 32 (5,21%), Liz CP IV 32 (2,89%) e Cauê CP III 40 (2,78%). O levantamento mostrou que, em relação a novembro, o produto sofreu aumento no preço médio nas regiões da Pampulha (3,02%), Centro-Sul (1,91%) e Norte (0,31%). Nas demais regiões foi observada redução dos valores, com destaque para o Barreiro (3,26%) e a Região Leste (2,97%).

Maior alta

O levantamento da FGV mostrou que seis de sete capitais pesquisadas tiveram aceleração no INCC-M na passagem de novembro para dezembro. O índice geral passou de 0,23% para 0,29% no período. A maior variação de novembro para dezembro foi verificada no Recife, onde a taxa acelerou de 2,21% para 3,02%. Também apresentaram variação de preços para cima, no período, Brasília (de 0,07% para 0,12%), Belo Horizonte (de 0,18% para 0,19%), Rio de Janeiro (de 0,08% para 0,16%), Porto Alegre (de 0,11% para 0,14%) e São Paulo (de 0,13% para 0,14%). Em sentido contrário, Salvador desacelerou de 0,13% para estabilidade.

Tags: construção civil

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Carlos - 22 de Dezembro às 11:32
O título da matéria é uma clara tentativa de ludibriar o leitor, induzindo-o ao erro, pois a alta foi do custo. Segundo o último levantamento do Ipead de Minas Gerais, divulgado pelo próprio Sinduscon-MG, somente de janeiro a outubro deste ano as vendas de imóveis em BH despencaram mais 22%.

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