Sonho de consumo

Comprar uma cobertura em BH pode ser possível até por menos de R$ 200 mil

Unidades mais valorizadas de um prédio são comercializadas em várias regiões da cidade. Adquirir este tipo de apartamento na capital é mais viável do que se pensa

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postado em 11/10/2013 09:00 / atualizado em 11/10/2013 10:49 Celina Aquino /Estado de Minas
Eduardo Almeida/RA Studio

O sonho de morar em uma cobertura está cada vez mais próximo da realidade em Belo Horizonte. Com o aquecimento do setor da construção civil, observa-se aumento na oferta de apartamentos com área descoberta que oferecem privacidade, conforto e segurança nas alturas por preços mais acessíveis – dependendo da localização, alguns podem custar menos de R$ 200 mil. Comprar a unidade mais valorizada de um prédio, portanto, deixou de ser uma conquista impossível.

A maior facilidade de comprar uma cobertura, segundo o diretor da Resimóveis Netimóveis, Antônio Xavier, é justificada pelo melhor aproveitamento do terreno nos empreendimentos, principalmente fora da zona sul, o que possibilita a oferta de um número maior de unidades no topo. Com o novo conceito de projeto, em que várias torres são construídas ao redor da área de lazer, é possível encontrar mais de 20 coberturas disponíveis em um mesmo condomínio, deixando o sonho de consumo mais em conta para os belo-horizontinos que não moram na região mais valorizada da cidade.


Xavier aponta, ainda, outra razão para o apartamento do alto estar mais acessível: o preço do condomínio. Juízes em todo o Brasil têm dado ganho de causa a proprietários de cobertura que entram na Justiça reivindicando o mesmo valor da taxa para todas as unidades, o que pode levar a uma nova lógica de cobrança. “Existe a cultura de cobrar o condomínio de acordo com a fração ideal. Como tem quase o dobro da área, a cobertura paga o dobro, o que não justifica, porque o morador usufrui das áreas comuns, como elevador, garagem e área de lazer, igual aos outros”, analisa. O corretor conta que muitos clientes já desistiram de comprar uma cobertura por causa do valor do condomínio, por isso ele entende que a consequência natural disso é atrair mais compradores.
Diretor da Resimóveis Netimóveis, Antônio Xavier explica que o melhor aproveitamento do terreno possibilita maior oferta de coberturas   - Eduardo Almeida/RA Studio - 15/2/12 Diretor da Resimóveis Netimóveis, Antônio Xavier explica que o melhor aproveitamento do terreno possibilita maior oferta de coberturas

Para o diretor da Setorial Imóveis, Alcides da Silva Ramos Filho, a mudança nas regras de utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) – o consumidor agora pode usar o dinheiro para adquirir imóveis de até R$ 750 mil – vai facilitar ainda mais a compra de cobertura, que normalmente custa 50% a mais que o apartamento tipo. Na Região Oeste, onde a imobiliária atua, há muitas opções. Por R$ 700 mil pode-se negociar uma cobertura nova com três quartos no Nova Suíça.

Alcides da Silva também oferece apartamentos usados, que chegam a ser 20% mais baratos, mas ele lembra que é preciso avaliar o estado geral do imóvel antes de assinar o contrato. No Jardim América, por exemplo, uma cobertura de três quartos construída há oito anos custa R$ 550 mil. “A cobertura é sonho de consumo: quem nunca teve gostaria de ter. Se pesquisar, o cliente tem a possibilidade de fazer uma boa compra.”

PRIVACIDADE

Comprar uma cobertura não estava nos planos da arte-educadora Mailine Bahia Fernandes, de 29 anos, mas ela logo percebeu que conseguiria morar no apartamento dos sonhos com mais R$ 40 mil. “É maravilhoso não ter vizinho em cima nem do lado, poder tomar sol da manhã, criar bichos e convidar amigos para uma festa à noite em um lugar prazeroso. Como é o único prédio do quarteirão, tenho vista definitiva para a Serra do Curral”, diz a compradora do imóvel no Bairro Padre Eustáquio. Mailine agora está mais perto do sonho de morar em uma casa.

De acordo com o diretor da Resimóveis Netimóveis, os clientes que querem morar em uma cobertura geralmente planejam dar um upgrade na moradia. Para eles, Xavier oferece uma grande quantidade de apartamentos novos. Entre os mais baratos está uma unidade de R$ 185 mil no Bairro Camargos, com dois quartos, uma vaga de garagem e terraço descoberto. Já no Buritis, um imóvel de dois quartos, varanda, uma vaga e terraço com banheiro e ducha vale R$ 320 mil.

Na visão do diretor da Fibracon Construtora, Eustáquio Cunha Peixoto, as empresas da construção civil estão investindo mais em coberturas, já que elas valorizam o empreendimento e se tornam um diferencial para qualquer lançamento. “É um apartamento supercobiçado pela comodidade e qualidade de vida que a área proporciona, além de ser menos devassado, ter menos vizinhos ao redor e as melhores vagas na garagem. Você pode reunir os amigos, fazer barulho que não vai incomodar o andar de cima e ter a segurança que uma casa não proporciona”, enumera.
Eduardo Almeida/RA Studio

Nos últimos empreendimentos da Fibracon, as coberturas foram das primeiras a serem comercializadas. Voltados para famílias com filhos, os apartamentos do topo no Edifício Villa Magdalena, no Bairro Sagrada Família, com 188 metros quadrados e três suítes, foram vendidos por R$ 750 mil. Peixoto informa que as quatro unidades do último andar do Edifício Top View, no Luxemburgo, lançado em setembro, custam R$ 600 mil cada. “As coberturas são lineares, diferentes de uma convencional porque a área descoberta e a do apartamento estão no mesmo nível, por isso se parecem mais com uma casa. É uma ótima oportunidade na Zona Sul”, avisa. As unidades de dois quartos, com 92 metros quadrados, foram projetadas para atender um público mais jovem de classe média, que está começando a vida.

Tags: imóveis

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Filipe - 11 de Outubro às 10:27
Pessoal, "com o aquecimento da construção civil"...fala sério! Nem essa manobra eleitoreira do governo (que também visa o repasse de recursos da construção para a campanha do PT) vai impedir o estouro da bolha...

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