Artista cria abrigos para moradores de rua usando materiais recolhidos do lixo

Norte-americano tem se dedicado a construir pequenas moradias para quem vive com muito pouco na Califórnia. Feito totalmente pela reciclagem e a baixo custo, modelo pode ser inspiração para todo o mundo

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postado em 13/05/2014 11:03 / atualizado em 13/05/2014 11:19 Joana Gontijo /Lugar Certo
Gregory Kloehn/Divulgação
Pode parecer simplório, mas para quem não tem onde dormir este modelo de habitação se torna uma ótima alternativa para se preservar da chuva, da noite e do frio. A ideia é do artista norte-americano Gregory Kloehn, que tem se dedicado a construir pequenas moradias para desabrigados, totalmente feitas com materiais coletados e reaproveitados do lixo. A iniciativa começou quase que por acaso, e agora mais de dez casas já foram entregues para pessoas de baixa renda que vivem nas ruas dos Estados Unidos.

O impulso inicial partiu da necessidade do autor, que sempre via suas caras obras servirem apenas para adornar os lares luxuosos de clientes abastados, em usar seu talento para realmente fazer a diferença, como conta em entrevista ao Huffington Post. A inspiração nos conceitos da sustentabilidade deu o tom ao projeto. Com o firme propósito de criar alguma coisa que mudasse o contexto social de privações para muitos, mesmo que em menor escala, ele começou a fabricar casas não tradicionais, aplicando os processos da reciclagem.

Veja mais fotos das casinhas criadas por Gregory Kloehn

Gregory vem percorrendo as vias de Oakland, cidade do estado da Califórnia, atrás de montes de resíduos descartados ilegalmente que possam formar as casinhas. O mais diversificado tipo de matéria-prima é aplicado, mas a base das singelas moradas é a madeira, principalmente pallets reutilizados, além de placas originais de mobília danificada.

Cada habitação é única, já que o desenho varia conforme o que foi encontrado. O artista fabrica os moldes e, com toda sua habilidade, concebe belos e personalizados acabamentos. O que se mantém em todas as casas são o telhado inclinado, para evitar acúmulo de água, e as rodinhas, pensadas para que o usuário possa levá-la para onde for. As moradias são do tamanho de um sofá, mas ainda assim oferecem um porto seguro para os desabrigados, como um universo em particular. "Eles dizem que isso é apenas para passar momentos do dia e a noite, principalmente quando chove. Quando seu colchão fica molhado, é simplesmente terrível", afirmou Kloehn.
Gregory Kloehn/Divulgação
O conceito começa a ganhar visibilidade na mídia e nas redes sociais. Ainda em declaração ao canal de notícias norte-americano, Gregory comemora o apoio de interessados no trabalho. O custo médio com a produção de um desses abrigos é de R$ 66 a R$ 110 (certas vezes conseguidos por doações e outras com recursos do próprio artista), mas já tem surgido contato de muita gente que pretende participar do projeto. Uma parte quer doar material, algumas pessoas oferecem ajuda financeira e outras já foram até chamadas a integrar uma equipe de construção.
Gregory Kloehn/Divulgação
Sozinho, é evidente que Gregory não poderá dar um lar para todos os sem-teto da Califórnia, quem dirá do planeta. Mas ele já escreveu um livro sobre o assunto, pretende ensinar suas técnicas e multiplicar o conhecimento, que pode servir de motivação para pessoas do mundo todo que também querem contribuir para a sociedade. O artista garantiu ainda que não pretende parar de fazer as casinhas tão cedo. “Antes tudo o que eu fazia girava em torno da escultura, mas percebi que ficava só ali sentado para vender depois para pessoas ricas. Comecei a pensar que, quando você está tendo tanto esforço em alguma coisa, seria bom se isso realmente servisse para alguém e mudasse sua vida”, completou.

Tags: casas

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emerson - 13 de Maio às 12:20
Como é que o ser humano está doente! Deveria sim promover mobilizações para atenuar a situação daqueles que nada tem, enquanto que a minoria tudo tem, e não, fazer casa de cachorro e se achar. Que ridículo.

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