Prevenido vale por vários

Vizinhos e comerciantes se unem no combate ao crime nos imóveis, apoiados na tecnologia

Cada vez mais, redes de confiança e proteção ajudam a evitar ações criminosas em casas, apartamentos e lojas. Moradores e empresários têm adotado soluções colaborativas para monitorar a segurança

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
postado em 15/05/2014 14:14 / atualizado em 15/05/2014 14:28 Celina Aquino /Estado de Minas
Reprodução/Internet/blog.habitec.com.br
Morar em rua erma, manter sempre a mesma rotina e viajar de férias são motivos de preocupação? Nem tanto, se você contar com a colaboração dos vizinhos. Em busca de mais segurança, moradores de Belo Horizonte se unem às pessoas mais próximas para prevenir ações criminosas ou agilizar o pedido de socorro. Além da conhecida Rede de Vizinhos Protegidos, programa da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), sistemas de segurança que chegam ao mercado inovam ao permitir a troca de informações e até de imagens entre os usuários em caso de qualquer movimentação estranha.

Criador da Central Denox, disponível há um mês, o empreendedor Gustavo Travassos aposta em soluções colaborativas para monitorar a segurança de forma mais eficiente. “Os sistemas atuais isolam as pessoas. Com o nosso conceito, é possível agir rapidamente ao saber de um assalto na casa ao lado ou caso dispare o alarme do vizinho que está viajando”, pontua. A nova plataforma permite a criação de uma rede de confiança, que pode incluir vizinhos, parentes e inclusive o porteiro do prédio, todos ligados à central. Diante de um acontecimento suspeito, gera-se um alerta automático e em tempo real, permitindo que os usuários recebam a informação instantaneamente e consigam pedir socorro com mais agilidade.

Em um chat privado, as pessoas que integram a rede de confiança compartilham informações e imagens que podem servir de alerta para os mais próximos. Caso um alarme dispare, por exemplo, todos os usuários recebem o aviso por mensagem de celular, e-mail e telefonema, até que alguém esclareça a situação e tome uma atitude. “Imagine um prédio que está sofrendo um arrastão. Normalmente, não tem nada que se possa fazer. No caso do nosso sistema, qualquer pessoa pode apertar o botão de pânico sem fio e os usuários que estão fora do local são avisados”, destaca Travassos. Os integrantes da rede de confiança não precisam estar conectados à internet para receber os alertas.

Plataforma criada por Gustavo Travassos, da Denox, permite a troca de informações e de imagens entre os usuários - Marcos Michelin/EM/D.A Press Plataforma criada por Gustavo Travassos, da Denox, permite a troca de informações e de imagens entre os usuários
A Central Denox também pode ser usada na área comercial. Há sete meses trabalhando na Galeria Ouvidor, a dona de loja de joias Silva Mara Borges de Figueiredo não quis correr o risco de esperar ser assaltada para preservar a sua segurança. A comerciante se uniu a duas vizinhas em um sistema que ela escolheu por permitir a troca instantânea de informações. “Antes, quando a gente desconfiava de alguma coisa, saía avisando em cada loja. Agora, sinto-me mais segura de ver o que está ocorrendo nas outras lojas.” Silvia espera que outros comerciantes tenham interesse em se juntar ao sistema.

ROTINA

Com a Rede de Vizinhos Protegidos, a PMMG incentiva um convívio mais próximo entre a vizinhança para prevenir a violência. “Somente as ações do estado não eram satisfatórias para combater efetivamente o crime, que precisa de um criminoso motivado, vítima disponível e ausência de vigilância pró-ativa para ocorrer”, comenta o chefe da Sala de Imprensa da Polícia Militar de Minas Gerais, major Gilmar Luciano Santos. À medida que todos em volta ficam atentos à movimentação, não há mais um ambiente favorável para a criminalidade. Apesar de não divulgar números, a PMMG garante que várias ocorrências foram evitadas, desde 2005, com o apoio da comunidade.

A recomendação de Santos é conhecer bem a rotina dos vizinhos e acompanhar a vida deles. Quando houver alguma desconfiança, deve-se tentar contato com o proprietário da residência ou ligar diretamente para a patrulha do bairro. Veículos parados em portas de residências e ambulantes tocando interfone em todos os apartamentos são alguns sinais de alerta. “Podem ser olheiros observando a rotina das famílias para planejar assalto ou sequestro. Os vizinhos devem anotar a descrição física do suspeito e avisar a PM da comunidade”, orienta.

Tags: imóveis

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
600
 
Antônio - 15 de Maio às 16:48
Só assim mesmo, depois de 12 anos de Aecim porra louca e Anastasia, não tem jeito.

Últimas Notícias

ver todas
18 de outubro de 2018
15 de outubro de 2018

No Lugar Certo você encontra o que procura