Investimentos imobiliários se expandem cada vez mais para o interior de Minas

Construtoras e incorporadoras apostam em empreendimentos em cidades mineiras que apresentam boa estrutura comercial, estudantil e de trabalho

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postado em 09/11/2014 09:00 Silas Scalioni /Estado de Minas
Empreendimento da MIP Edificações - MIP/Divulgação Empreendimento da MIP Edificações
Os investimentos imobiliários ganham cada vez mais força no interior do estado, e um dos principais fatores para isso é a expressiva demanda por moradia em pequenas cidades devido à instalação em suas regiões de empresas de diversos segmentos, o que gera oportunidades de trabalho e atrai novos moradores. Além disso, o crescimento demográfico em certas áreas junto ao avanço das instituições de ensino superior contribuem para esse quadro. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o universo de estudantes de faculdades aumentou 75% nos últimos anos, levando boa parte das redes de ensino para o interior, como é o caso de São João del-Rey, Divinópolis e Viçosa.

De olho nesse potencial de mercado, as construtoras, incorporadoras e empresas imobiliárias partem para empreendimentos interioranos, como a Parcelar Urbanismo, que anuncia aporte de R$ 150 milhões em 10 lançamentos no estado. As cidades universitárias de São João del-Rey, Divinópolis e Viçosa serão as primeiras a receber os investimentos. A empresa já tem outros projetos engatilhados em Caeté, Brumadinho, Sarzedo, Oliveira, Três Marias, Manhuaçu e Ipatinga. Juntos, os empreendimentos somam cerca de 10 mil lotes em área de mais de 7 milhões de metros quadrados.

O diretor Financeiro da Parcelar, Gustavo Lobato, diz que a proposta da empresa é levar novas opções de moradia para regiões que já contam com infraestrutura completa, com uma diversificada área comercial que atende aos moradores e com oportunidades de trabalho e estudo. Segundo ele, as famílias estão mais exigentes na busca do novo lar, preocupadas em aliar qualidade, bem-estar, infraestrutura e um bom negócio. “Essa mudança de comportamento está fomentando o mercado de loteamentos e condomínios”, afirma.

PERTO DA NATUREZA

Diretor da Diamond House, Marco Túlio diz que mais de 80% da demanda vem do interior - House/Divulgação Diretor da Diamond House, Marco Túlio diz que mais de 80% da demanda vem do interior
A Diamond House, referência na construção de casas pré-fabricadas de madeira em Minas, confirma a tendência de expansão imobiliária para o interior, revelando que tem por expectativa crescimento em seus negócios, este ano, de 20%. “Mais de 80% da nossa demanda vem do interior”, afirma o diretor da empresa, Marco Túlio Lana, ao ressaltar que, nos últimos dois anos, cidades como Itaúna, Divinópolis, Mariana e Itabira foram responsáveis por crescimento de 50% dos contratos da empresa. Ele destaca que, além da melhora na infraestrutura de comércio e serviços, fazendo com que as pessoas não procurem os grandes centros, tem havido ainda um movimento inverso, que é o de moradores da capital migrando para o interior em busca de mais qualidade de vida e proximidade com a natureza.

Segundo ele, esse público tem optado por casas mais rústicas, que proporcionam maior conforto térmico e acústico, além de praticidade, já que as chaves são entregues num prazo de cerca de três meses, ou menos da metade do tempo de uma construção convencional. “No processo de construção, a parte civil (fundação, alvenaria, elétrica, hidráulica e acabamentos) fica a critério do cliente. Porém, a montagem do kit de madeira para execução do projeto arquitetônico é realizada pela Diamond House, para que possamos praticar os 15 anos de garantia que oferecemos”, completa.

ESTUDO DE MERCADO

Para o superintendente comercial da MIP Edificações, Glender de Alvarenga, outro fator que deve ser levado em consideração para justificar a migração de empreendimentos para o interior é a redução da oferta de terrenos em Belo Horizonte, que diminuiu consideravelmente, principalmente nos bairros mais nobres e centrais. “Em 2010, antecipando a aprovação da lei de redução do coeficiente de aproveitamento do solo em BH, e aproveitando a boa fase do mercado imobiliário, construtoras e incorporadoras aceleraram o processo de compra de terrenos e aprovação de novos empreendimentos. A redução do coeficiente deveria impactar em uma diminuição do valor dos terrenos. Porém, eles sofreram valorização acima do esperado, dificultando a viabilidade econômica para novas incorporações”, afirma, salientando que tanto o crescimento socioeconômico quanto a dificuldade de aquisição de terrenos e imóveis favoreceram investimentos nas cidades próximas à grande Belo Horizonte.

O dirigente da MIP revela que a incorporadora tem hoje um land bank com mais de 10 milhões de metros quadrados nos municípios de Brumadinho, Betim, Pedro Leopoldo e Sete Lagoas. “A decisão de investimento nesses municípios se deu em razão do estudo de mercado, que identificou uma tendência no aumento da demanda por moradias nessas proximidades. Com a demanda cada vez mais crescente e a diversidade desse consumidor, a MIP acredita que seja uma oportunidade para inovar nessas localidades”, diz, acrescentando que o público-alvo da empresa é constituído por casais que buscam liberdade e segurança para os filhos, como também por casais maduros, que procuram um ritmo de vida mais calmo.

Tags: mercado imobiliário

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Marcos - 11 de Novembro às 09:00
B0lhaIm0biliaria.

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