Lugar de descanso

Mapa interativo mostra onde estão os parklets, tendência de ocupação urbana em BH

Conceito de miniparques humaniza espaço público no lugar das vagas de veículos e cai no gosto do belo-horizontino. Ao menos 15 projetos foram desenvolvidos e outros dez estão em fase de implantação

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postado em 02/02/2016 11:17 / atualizado em 02/02/2016 11:18 Bruno Freitas/Portal Lugar Certo

Clique no mapa acima e confira a localização dos parklets de BH

 

Em meio ao vaivém de pedestres e o movimento acelerado de carros, um cantinho para bater papo, encontrar amigos, ouvir música, ler ou relaxar. Conceito importado de São Francisco (EUA) e sucesso também na Europa, os parklets – espécie de minipraças rentes à calçada, no lugar de vagas de estacionamento – caiu no gosto do belo-horizontino. Ao menos 15 deles já foram abertos na capital mineira e outros dez estão em fase de implantação, de acordo com a prefeitura. O mais recente projeto foi inaugurado no fim de janeiro na Rua Antônio de Albuquerque, esquina com Rua Sergipe, na Savassi.

Idealizado por grupo cultural, varanda da Rua Sapucaí tem vista para a Praça da Estação e o Centro - Jair Amaral/EM/D.A Press Idealizado por grupo cultural, varanda da Rua Sapucaí tem vista para a Praça da Estação e o Centro
As varandas urbanas, como também vêm sendo chamadas, são normalmente montadas com estruturas de madeira com bancos, cadeiras, mesas, jardins e bicicletário ou material reciclado – caso do parklet na Rua Sapucaí, no Floresta. A construção e a manutenção ficam a cargo de comerciantes ou grupo de pessoas que se reúnem em prol da comunidade. A grande sacada (sem trocadilho) deste tipo de ocupação urbana é estimular processos participativos da população e o transporte não motorizado.

 

No último parklet inaugurado, na Rua Antônio de Albuquerque, 909, na Savassi, o visitante pode usufruir de lixeira com sacos plásticos para recolhimento de dejetos de animais e uma biblioteca comunitária para troca de livros. Todo mês haverá uma programação cultural diferente para o público que passar por lá, com atrações musicais, leitura, gastronomia e programação infantil. De todos os projetos de BH, apenas um, na Alameda das Latânias, 44, bairro São Luiz, foi desativado – conforme o mapa da PBH que abre este texto.

Iniciativa busca estimular processos participativos da população e incentivar transporte não motorizado - Paulo Filgueiras/EM/D.A Press Iniciativa busca estimular processos participativos da população e incentivar transporte não motorizado
Ainda provisória, a primeira estrutura do tipo foi inaugurada na Rua Paraíba, em maio do ano passado. Na sequência, foi aberto o parklet da Rua dos Goitacazes, no Centro. O local conta com piso, bancos e postes inspirados em praças das cidades do interior de Minas Gerais, divididos em uma área de 10 metros de comprimento por 2,2 metros de largura. Presente na cerimônia de inauguração, o prefeito Márcio Lacerda classificou a varanda urbana como “espaço de interação agradável” e não descartou a possibilidade de construções em bairros da periferia. “Toda periferia possui centros comerciais, o que viabilizaria a construção de parklets. O que teria que ser estudado seriam as ruas mais estreitas”, pontuou.

No Brasil, os parklets também estão presentes em cidades como Fortaleza, São Paulo e Porto Alegre. Estudos mostram que o investimento para a instalação varia entre R$ 20 mil e R$ 80 mil.

Prazo e regras Não existe um projeto padrão e único para a criação de parklets em BH. Cada equipamento pode apresentar características próprias que permitam uma melhor adequação ao local. O prazo de permanência estabelecido pela prefeitura é de dois anos. Conforme o Decreto 15.895/15 da PBH, publicado em 13 de março de 2015, não há necessidade de licitação. Entre as regras estão: estar localizado em via com velocidade regulamentada de até 40 km/h (salvo autorização da BHTrans); não ocupar vagas de estacionamento destinadas a idosos, a pessoas com deficiência e outras que possuam regulamentação especial; não obstruir faixas de travessia de pedestres, rebaixos de meio-fio, acessos a garagens, ciclovias, pistas de caminhada, pontos de ônibus e táxi; e ser removível. Os pedidos devem ser analisados pela Comissão de Mobiliário Urbano da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano. Uma ideia simples e viável que ao que parece, veio para ficar.

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