ARQUITETURA

Mais produtividade? Ambiente de trabalho ergonômico pode ajudar

Segundo especialistas, a relação saudável entre pessoas e ambiente de trabalho deve sempre ser prioridade nos projetos de arquitetura corporativa. Entenda

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postado em 16/03/2021 14:00 / atualizado em 16/03/2021 15:45 Jéssica Mayara*


Pixabay
Já parou para pensar que a arquitetura corporativa pode influenciar no humor e produtividade de seus funcionários? Parece estranho, mas é verdade. Isso porque a ergonomia é uma ciência capaz de propor um relacionamento conveniente entre as pessoas, as condições de trabalho, os equipamentos utilizados durante a jornada e o espaço físico ao redor. Justamente por isso, ela tende a ser prioridade no planejamento arquitetônico de ambientes de trabalho. 

Segundo Luciana Araújo, arquiteta da Óbvio Arquitetura, apesar de, em geral, a ergonomia ser associada ao mobiliário dos ambientes, ela vai além disso, atendendo critérios importantes na construção de um espaço corporativo agradável. 

“Na verdade, existe uma série de parâmetros importantes a serem considerados no ambiente, como a iluminação, a incidência de ruídos e temperatura. Tudo se relaciona com a ergonomia no ambiente de trabalho. E todos esses fatores precisam ser tratados e cuidados de forma conjunta, para que o ambiente seja considerado fisicamente ergonômico, capaz de assegurar saúde e produtividade de forma única”, afirma. 

Nesse cenário, Luciana Araújo avalia como “imprescindível” a aplicação da ergonomia nos ambientes de trabalho. “Ela interfere diretamente na produtividade, na qualidade de vida e na saúde do colaborador. Isso é perceptível de diversas formas, e fica claro diante de pequenos detalhes dos ambientes, como a posição correta da cadeira utilizada pelo colaborador durante o trabalho, as medidas da mesa, altura do monitor, iluminação e ventilação do espaço.” 

Para além da produtividade, os espaços corporativos ergonômicos propiciam o bem-estar do trabalhador, tanto do ponto de vista físico quanto mental. Não à toa, segundo a arquiteta, as empresas que se dedicam a investir nos imóveis de forma a valorizar a arquitetura corporativa mostra respeito e preocupação com a saúde do funcionário. 

Mas por que a ergonomia aplicada na arquitetura corporativa traz benefícios à produtividade, saúde e bem-estar dos trabalhadores? Luciana Araújo explica: “Sem interrupções por conta de equipamentos mal adequados e incômodos no corpo ou visão, o colaborador produz melhor devido ao conforto oferecido pelo ambiente”. 

“Um exemplo: uma cadeira não ergonômica, não adequada ao uso, pode trazer incômodos ao colaborador a longo e médio prazos, o fazendo levantar mais vezes e comprometendo o seu foco diante de suas tarefas. Uma luz fraca no ambiente pode ocasionar problemas oftalmológicos. E por aí vai”, completa. 

Para além dos espaços corporativos, a ergonomia é funcional em diversas áreas, como o lazer. “No sentido técnico, podemos considerar que a ergonomia é uma característica que pode estar presente em praticamente qualquer tipo de ambiente. Qualquer atividade de trabalho ou lazer, em que a sua relação com o espaço de convivência é confortável, há garantia de benefícios.” 

REGRAS? 


A sensação de acolhimento é quase uma regra básica para transformar locais de trabalho em espaços colaborativos e de convivência. Mas, para além dos detalhes pontuais que favorecem um ambiente acolhedor, há critérios técnicos envolvidos nos projetos. “São fatores que obedecem a determinações exigidas por instituições responsáveis pela garantia da qualidade de vida dos colaboradores em termos de eficiência dos espaços”, afirma Luciana Araújo. 

Segundo ela, as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estabelecem critérios e parâmetros a serem observados em relação ao desenvolvimento de projetos, construções, instalações e edificações, quanto às condições de ergonomia e de especificações sanitárias que atendam ao conforto e segurança da equipe de funcionários. 

HARMONIA  


Sabendo da importância dos critérios técnicos de adequação dos ambientes de trabalho, há também o cuidado de garantir uma qualidade estética agradável, responsável pela boa performance de acolhimento dos espaços. Dessa forma, Luciana conta que o desafio é conciliar as regras de ergonomia a uma apresentação visual. 

“Quando idealizamos um projeto, precisamos equacionar uma série de fatores para atender o cliente de forma mais assertiva possível. É necessário atingir um equilíbrio entre preço, design, decoração e praticidade, onde tudo isso funcione em favor da necessidade dos nossos clientes. Quando eles entendem os resultados proporcionados pelos projetos, fica clara a importância da ergonomia alinhada com uma boa construção estética”, afirma a arquiteta. 

*Estagiária sob a supervisão da editora Teresa Caram 

Tags: arquitetura ergonomia trabalho de ambiente corporativo ambiente produtividade

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