Decoração em evidência

Requisição de projetos por consumidores de outros estados e presença constante em prêmios nacionais fazem com que decoradores se destaquem no cenário nacional

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postado em 30/05/2011 10:42 Júnia Leticia /Estado de Minas
Eduardo Almeida/RA Studio

Considerados até pouco tempo um luxo destinado a poucos, os projetos de arquitetura e design vêm chamando cada vez mais a atenção dos consumidores, que já descobriram como se beneficiar deles no dia a dia. Atualmente, com imóveis cada vez menores, os recursos passam a ser necessários para melhorar a qualidade de vida. Prova disso é a procura crescente pelos profissionais, que não se restringe às montanhas de Minas.

Com 24 anos de profissão, a arquiteta Gisleine Lopes observa que nos últimos 10 anos a arquitetura mineira vem se destacando no cenário brasileiro. E a presença constante dos profissionais em premiações nacionais indica isso. Um dos motivos para o destaque é a dedicação ao trabalho. “O mineiro é muito atento, pesquisa muito, é detalhista e tem trabalhado melhor em função disso”, opina a arquiteta.

A realização do 1º Prêmio Casa Cláudia este ano, que teve 754 inscritos, comprova a representatividade dos profissionais de Minas. Entre os finalistas que concorreram em 10 categorias, quatro deles são mineiros. Entre os quais Gisleine Lopes. Os arquitetos Pedro Lázaro e David Guerra e a decoradora Ângela Roldão foram os outros.

O resultado do concurso, promovido pela maior e mais antiga revista do setor de decoração – que é editada há 34 anos, com tiragem de quase 300 mil exemplares –, atestou o destaque dos profissionais mineiros. David Guerra ganhou na categoria Decoração no campo e Pedro Lázaro em Mostras de decoração.

Há duas décadas na profissão, David Guerra também observa mudanças significativas no cenário da arquitetura e do design na última década. “O mercado abriu-se para a arquitetura de interiores, que deixou de ser um elemento só para classes privilegiadas. As pessoas passaram a ter mais acesso”, aponta.

Um dos motivos para isso foi a percepção de que, por meio da arquitetura, que sempre esteve presente na vida das pessoas, é possível compreender a necessidade e o desejo dos moradores, o que se reflete em bem-estar. “O profissional de arquitetura faz ficar funcional aquilo que as pessoas gostariam de ter, mas não sabem como, e de maneira confortável”, observa Pedro Lázaro.

Leia a continuação desta matéria:
Além da padronização
Alquimia do design

O resultado disso é que hoje a arquitetura é uma necessidade, como avalia Gisleine Lopes. “Hoje, as pessoas contratam, até mesmo um cliente mais simples, dentro da capacidade dele. Ninguém faz um projeto sem um profissional, porque além de otimizar o dinheiro e o tempo, diminui muito a chance de erro.”

Esse planejamento é fundamental, já que ninguém quer investir em algo que não vai refletir suas necessidades. Uma delas é otimizar os ambientes, cada vez menores nos apartamentos. “As pessoas também querem investir na qualidade de vida, querem algo prático e bonito”, pontua Gisleine Lopes.

Ângela Roldão diz que cada vez mais as pessoas têm preferido passar o tempo livre em casa - Eduardo Almeida/RA Studio Ângela Roldão diz que cada vez mais as pessoas têm preferido passar o tempo livre em casa
As mudanças de hábito e de comportamento também contribuem para a percepção de que contar com os serviços de um arquiteto, design ou decorador pode contribuir para a melhoria da qualidade de vida, como verifica Gisleine Lopes. “Hoje, as pessoas ficam muito em casa e querem um espaço bem planejado, um home para curtir mais o lar. E, às vezes, como nos apartamentos para a classe média os espaços são pequenos, precisam ser bem projetados.”

TEMPO LIVRE

A decoradora Ângela Roldão também nota que as pessoas têm preferido passar o tempo livre em casa. E para que isso seja feito da melhor forma possível, a ajuda de um profissional é muito importante. “As pessoas têm voltado mais para dentro de casa e os meios mais fáceis de informação. A renda crescente da população e seu maior nível de exigência fazem com que elas tenham vontade de ter seu próprio projeto.”

Apesar da mudança de mentalidade, com as pessoas investindo mais no setor, David Guerra diz que no desenvolvimento do trabalho é preciso que os clientes estejam abertos para o novo. “Ainda há dificuldade para que eles expressem suas personalidades nos projetos. Existe muita padronização”, observa.

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