Paisagismo

Projetos de paisagismo acompanham o boom imobiliário

Cada vez mais sofisticados e mais presentes nos empreendimentos, eles se estendem às classes C e D

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postado em 02/02/2012 09:44 / atualizado em 02/02/2012 10:59 Elian Guimarães /Estado de Minas
Projetos para áreas de lazer, caminhos e até igrejas, como a de Santa Efigênia, ganham espaço em áreas livres de Belo Horizonte   - Paula Márcia Mariélia/Divulgação Projetos para áreas de lazer, caminhos e até igrejas, como a de Santa Efigênia, ganham espaço em áreas livres de Belo Horizonte

Os jardins podem fazer a diferença na hora da aquisição de um imóvel. O paisagismo vem crescendo no Brasil, acompanhando o boom imobiliário observado nos últimos anos, e cada vez torna-se mais sofisticado e exigido nos empreendimentos da construção.

O projeto paisagístico incorpora-se ao arquitetônico de forma complementar, como o estrutural, hidráulico ou elétrico. Muitas vezes é elaborado por profissionais que não são arquitetos, carentes no mercado em ascensão. A tendência, segundo o arquiteto Gustavo Fonseca, da Gustavo Fonseca Arquitetos Associados e da Construtora Guará, é de ficarem mais definidas as atuações do arquiteto construtor e do arquiteto paisagista. Mas as grandes construtoras optam, em grande parte, por terceirizar o serviço, em vez de ter um departamento próprio na empresa.

A demanda desse mercado é também responsável pelo notável desenvolvimento da floricultura empresarial brasileira e, segundo o engenheiro agrônomo Antônio Hélio Junqueira, em um artigo publicado na Revista Brasileira de Horticultura Ornamental, em parceria com a economista especializada em desenvolvimento rural e abastecimento alimentar urbano Márcia da Silva Peetz, é promissor o segmento da horticultura intensiva no campo dos agronegócios nacionais.

Segundo Fonseca, o paisagismo, até certo tempo, era exclusivo da classe A e cada vez torna-se mais popular. Todos querem esse complemento. Nos projetos com maior impacto, como conjuntos habitacionais, clubes, shoppings, estão cada vez mais requisitados. “Mas muitas vezes são confundidos, como se fosse apenas uma escolha de espécies, desenhos de canteiros ou um simples jardim”, alerta o arquiteto. O projeto paisagístico vai mais além: caminhos, área de lazer e integração do ambiente externo com o conjunto arquitetônico devem estar no escopo do projeto geral.

O crescimento do setor também pode ser atribuído ao processo de conscientização ambiental da população, casada com crescimento da renda. O acesso das classes C e D a espaços mais bem tratados provocam desejo de associar esses benefícios à sua residência ou ao espaço de trabalho e lazer. A princípio se realiza de forma amadora, construído pelo próprio dono do imóvel. Mas o profissionalismo ganha cada vez mais espaço e torna o projeto mais sofisticado, demonstrando não se tratar apenas de beleza, mas principalmente de técnica.

INTEGRAÇÃO

Em alguns casos é elaborado depois da construção, e muitas vezes, depois da ocupação do imóvel. O ideal, segundo Fonseca, é que exista integração entre os projetos arquitetônico e paisagístico. É comum o construtor disponibilizar um serviço básico, que posteriormente é modificado ou acrescentado pelo condomínio ou proprietário do imóvel.

A opção pelo paisagismo pode alterar muito o custo final. “Assim como o projeto arquitetônico, o paisagístico pode ser feito a partir de uma base de contenção de custos.” O construtor ou o dono do imóvel podem optar por comprar mudas que oferecerão um resultado a médio prazo (mais barato) ou por um conjunto já consolidado (mais caro).

Qualificação e experiência
Ao contratar um profissional para realizar projetos para os espaços livres da edificação, é importante se informar sobre serviços anteriores prestados por ele

O projeto pode estar incluído no início da obra, mas pode também ir sendo adaptado durante a construção - Paula Márcia Mariélia/Divulgação O projeto pode estar incluído no início da obra, mas pode também ir sendo adaptado durante a construção
Embora não exista regulamentação para a profissão de paisagista, há o reconhecimento de cursos técnicos em paisagismo por órgãos de regulamentação. Atualmente, arquitetos, engenheiros florestais e agrônomos têm suas atividades relacionadas ao paisagismo especificadas em normas específicas. Ao contratar um profissional, o ideal é saber sobre sua formação, experiência profissional e referências de serviços já prestados.

Formado em técnica de paisagismo há 13 anos, Victor Jacobs, da Arte Verde Paisagismo, trabalhou por seis meses no ramo e resolveu abrir sua própria empresa. Na época era mais fácil, quando a concorrência era pequena e os serviços, geralmente, executados por jardineiros. Os investimentos, segundo o próprio, não foram muito altos.

Hoje, o mercado está mais sofisticado, exigindo melhor qualificação e conhecimento, que vão além de escolher a planta certa e o local adequado. Segundo Victor, a lei ambiental exige espaços verdes nos empreendimentos, inclusive para conseguir o habite-se. Como as construtoras muitas vezes optam por terceirizar esse ramo, o setor tem crescido continuamente. Há também a necessidade de manutenção periódica.

VARIEDADE

O cliente, segundo Victor, está mais exigente e conhece maior variedade de plantas, mais caras e mais sofisticadas. O mercado de mudas, segundo o empresário, é muito bom e não há perda de estoque: “Compro uma pequena e, caso não seja vendida, é só tratá-la adequadamente e daí a algum tempo posso vendê-la mais caro, por estar mais crescida.”

O projeto paisagístico pode estar incluído no início da obra, mas pode também ir sendo adaptado durante a construção, com acréscimos ou supressão. Levam-se em conta o gramado, a altura da planta e o local de plantio, entre outros aspectos.

Atribuições do paisagista

» É o profissional que tem por atribuição realizar projetos para os espaços livres da edificação em suas variadas escalas, desde um jardim até um parque.

» Essas atribuições, especialmente em um país como o Brasil, encerram responsabilidades sociais, ambientais, urbanistas, culturais e profissionais de graves e, muitas vezes, irreversíveis consequências.

» Esses projetos, por sua escala e natureza, demandam o domínio de um amplo
arsenal de conhecimentos: das ciências humanas, ciências biológicas,
geografia, geologia, ecologia e das artes.

Fonte: Associação Nacional de Paisagismo (ANP)

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Jose - 02 de Fevereiro às 12:32
Pra quem está mais interessado neste ramo, não deixe de visitar a Floricultura Forte Grama na avenida Silva Lobo 2373 no Grajaú, é sem dúvida a mais bonita floricultura de BH, são milhares de espécies a disposição. Recomendo.

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