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Escolha certa do piso conforme tipo e uso do ambiente é o primeiro passo ao planejar o imóvel

Especialistas dão dicas de como escolher o modelo ideal para o lar

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postado em 30/06/2013 09:30 / atualizado em 30/06/2013 13:03 Júnia Leticia /Estado de Minas
Atenção à resistência da peças e a manutenção é essencial para garantir longa vida ao modelo escolhido - Palazzo/Divulgação Atenção à resistência da peças e a manutenção é essencial para garantir longa vida ao modelo escolhido

Cada ambiente de um imóvel tem suas especificidades, conforme sua função e uso. Assim, ao se pensar em projetá-lo, é preciso considerar esses aspectos, além, é claro, do gosto dos moradores. A tarefa, que pode não ser simples devido à quantidade de itens a serem considerados, é um pouco mais complexa quando se trata de escolha dos pisos, já que uma vez feita de maneira inadequada, gera um grande transtorno.

A consultora em acabamentos Adilma Quaresma diz que é preciso planejar o investimento por causa da diferença de preços - Eduardo de Almeida/RA Studio A consultora em acabamentos Adilma Quaresma diz que é preciso planejar o investimento por causa da diferença de preços
A consultora em acabamentos Adilma Quaresma diz que há uma grande variedade de opções de pisos, desde os mais simples e práticos às peças maiores, retificadas e luxuosas. De qualquer forma, ela cita uma alternativa que tem sido bastante usada em muitos ambientes. “Os porcelanatos são uma excelente opção para sala, cozinha e banheiros, graças à praticidade do produto”, comenta.

Nesse caso, a sugestão de Adilma é usar peças mais neutras, retificadas e grandes, com pelo menos 80cm x 80cm. “Porque elas dão uma sensação de amplitude nos ambientes, combinam mais facilmente com o mobiliário, além de ser de fácil limpeza. O fato de serem retificadas faz com que não tenham rejuntamento para limpar. Normalmente, são instaladas com uma junta mínima de dois milímetros.”

Para os quartos, a indicação da consultora em acabamentos é que sejam usados pisos laminados. “Pelo aconchego que proporcionam ao ambiente. Não têm a mesma praticidade que os porcelanatos, que permitem jogar água para limpá-los, por exemplo. No laminado, a manutenção precisa ser feita apenas com pano úmido”, orienta Adilma.

De acordo com a arquiteta Graziela Costa, vários fatores influenciam a escolha de um piso apropriado para cada ambiente. “O desejo do cliente, as necessidades de cada espaço, o clima do lugar e a decoração proposta para a residência. Para salas de estar e jantar, é interessante um piso resistente, que agregue beleza e funcionalidade ao ambiente”. Nos quartos, a melhor opção é um aconchegante, que proporcione conforto térmico. “Em locais de clima frio, um piso mais quente, como madeiras, laminados ou carpetes. Em locais de muito calor, um piso frio é mais recomendado. Já nas cozinhas, áreas de serviço e banheiros, é importante que o piso seja resistente a água e a produtos de limpeza. Além disso, não deve ser muito escorregadio. Essas questões práticas devem estar aliadas à estética do espaço.”

LAVÁVEIS

A arquiteta Giselle Madeira diz que os pisos mais indicados para áreas molhadas, como cozinha, banheiros e varandas, geralmente são os de pedra ou cerâmica, laváveis e duráveis. “Algumas salas também usam essa especificação de piso ou igual ao dos quartos, que são mais aconchegantes, como madeira, laminados e carpetes.” Para ela, na cozinha, o campeão ainda é o granito, devido à sua facilidade de limpeza e durabilidade. “Uma vez gasto com o tempo, pode ser polido e voltar a ter aspecto de novo. Mas entrando com tudo na concorrência vêm os porcelanatos, ocupando cada vez mais o espaço das cerâmicas.”
Diversidade de produtos para áreas internas e externas exige conhecimento na hora de comprar os produtos - Palazzo/Divulgação Diversidade de produtos para áreas internas e externas exige conhecimento na hora de comprar os produtos

Nos banheiros e lavabos, porcelanatos, mármores e granitos fazem a vez, de acordo com a arquiteta. “Nos quartos, quando a região é muito fria, vale apostar nos carpetes, cada vez mais evoluídos, tanto tecnologicamente quanto referente à resistência física e materiais antialérgicos”, explica Giselle. A madeira também é muito usada em quartos. Porém, está cada vez mais rara de ser encontrada nas novas obras. “Em regiões mais quentes ou úmidas, como praias ou casas de campo, o uso de cerâmica e/ou porcelanato ainda é bem aparente pela difícil absorção de água e por dar um aspecto de frescor ao local”.

Diversidade no chão de casa
Alternativas não faltam, mas saber comprar o piso ideal para o lar exige conhecimento do produto, como suas restrições conforme o local de instalação e o fluxo de pessoas
Acabamentos que imitam madeira estão em alta no mercado, porque garantem a beleza visual sem que a resistência seja comprometida - Palazzo/Divulgação Acabamentos que imitam madeira estão em alta no mercado, porque garantem a beleza visual sem que a resistência seja comprometida

Os porcelanatos caíram no gosto popular e são os grandes destaques do mercado atual. Entre os motivos para serem os mais procurados, a consultora em acabamentos Adilma Quaresma aponta a alta resistência. “Pode cair algo pesado em cima que dificilmente quebram. Além disso, lembram fielmente vários elementos da natureza, como pedras e madeira, sem os contratempos que esses materiais poderiam causar”, explica.

Além dos porcelanatos, esmaltados ou polidos, outro produto que caiu no gosto de decoradores e consumidores em geral é o cimentício. “É muito versátil e de bom gosto. Fica bom basicamente em todos os ambientes, embora ainda esteja sendo muito utilizado apenas em áreas gourmets. Esteticamente falando, os cimentícios lembram mármore travertino, cimento queimado, madeira, seixo rolado, entre outros”, comenta a consultora.

Para a arquiteta Graziela Costa, escolha de peças deve ser guiada com ajuda de um profissional - Eduardo de Almeida/RA Studio Para a arquiteta Graziela Costa, escolha de peças deve ser guiada com ajuda de um profissional
O cimentício que lembra o cimento queimado, em tamanhos grandes (80cm x 80cm e 100cm x 100cm) consegue dar requinte aos ambientes quando instalados em pisos de halls, varandas e salas, como aponta a consultora. “Mas, se instalado num ambiente de alimentação, traz o aconchego dos casarões de fazendas mineiras”, diz Adilma Quaresma. De acordo com ela, esse piso veio para resolver o problema de quem quer um cimento natado, mas morre de medo de ficar com marca de colher e trincar. “Ele já vem pronto. É só instalar com argamassa e, se quiser, fazer uma impermeabilização, que tanto pode dar um aspecto brilhante como manter a característica natural do cimento, sem brilho”, explica Adilma.

No caso de espaços descobertos, a arquiteta Giselle Madeira ressalta a importância de se lembrar das texturas na hora de escolher o piso. “Se vamos revestir uma área aberta, onde há grande possibilidade de chuva, temos que levar em consideração a porosidade do piso escolhido. Quanto mais poroso, menos escorregadio. No mercado há uma grande variedade para escolher.”

BOA PROCEDÊNCIA

Palazzo/Divulgação
Além da opção pelo piso ideal conforme o ambiente (interno ou externo), a arquiteta enfatiza que, para se ter um bom resultado, é preciso levar em consideração a qualidade das marcas a serem escolhidas. “Não adianta sua cozinha ter um piso lindo, mas que não ajuda na limpeza. Temos que pensar como vamos conviver em nossa casa para escolher o tipo certo para cada local”, diz Giselle.

O ideal é conjugar beleza e funcionalidade em se tratando de pisos, escolhendo peças que sejam, a um só tempo, econômicas, práticas e duráveis. Para isso, Graziela Costa conta que a essa escolha deve ser guiada pela necessidade de cada ambiente e pelo bolso do cliente. “De preferência com a ajuda de um profissional da área.”

Para que a escolha seja bem-sucedida, é importante que cada material seja apropriado para o ambiente escolhido e seja coerente com o gosto do cliente e com a decoração proposta pelo profissional, segundo Graziela. “Materiais mais desenhados ficam bem com materiais mais lisos. A combinação das cores e texturas também é fundamental para que o ambiente fique harmônico.”

Para que o resultado não seja desastroso, a arquiteta diz que não é aconselhável a mistura de cores e estilos divergentes sem orientação profissional e a aplicação malfeita ou fora das especificações do fabricante, principalmente em um mesmo ambiente. “Quem não tem uma orientação profissional e não quer errar, deve evitar misturas e usar o mesmo material na maior parte da casa”.

De olho nos preços

Com variações no custo conforme a revenda, o modelo e a marca, é preciso, ainda, analisar a previsão orçamentária para a obra antes de se decidir pelo piso. Afinal, para cada ambiente, há mais de uma opção, que deve ser avaliada também levando em conta o quanto se tem disponível para investir. Segundo Adilma Quaresma, os preços variam de acordo com cada produto. “As cerâmicas custam a partir de R$ 18 o metro quadrado e variam conforme o tamanho e benefícios. As retificadas custam um pouco mais porque trazem o benefício do rejuntamento mínimo.”

Eduardo Almeida/RA Studio
Os porcelanatos variam muito também, como diz a consultora em acabamentos. “É possível encontrar de R$ 53 até R$ 250 o metro quadrado. A variação de preço é de acordo com os benefícios. Os maiores, que têm um custo de produção mais elevado, têm uma estética bem bacana e dão uma sensação de amplitude ao ambiente podem ser encontrados a partir de R$ 89 o metro quadrado. Se for mais claro, tem um custo maior, por causa da pigmentação, que é mais cara”, informa Adilma.

Outros pisos que têm sido muito usado, os cimentícios também apresentam grande variação de preço, como conta a consultora. “Mas é comum encontrá-los a partir de R$ 130. Os maiores (80cm x 80cm e 100cm x 100cm) custam um pouco mais, em torno de R$ 180 a R$ 250 o metro quadrado.”

Na busca pela economia, Adilma Quaresma alerta, no entanto, que é preciso que o consumidor tenha um olhar mais atento aos produtos mais baratos, porque poderá estar saindo de linha. “E se ele necessitar de um complemento, poderá colocar tudo a perder na obra, correndo, inclusive, o risco de ter que arrancar todo o produto instalado.”

Outro ponto que precisa ser observado no fator preço é a qualidade. “Muitas vezes, um preço baixo pode significar dor de cabeça futura. É que se o produto for classificado como C ou B, ele é passivo de defeitos e não tem garantia do fabricante, e nem sempre o consumidor é informado sobre isso”, explica Adilma.

CUSTO

Para economizar, a arquiteta Giselle Madeira dá algumas dicas que são valiosas para quem vai fazer a obra. “Se você não quer gastar muito com uma pedra (granito) na cozinha, escolha uma cerâmica que não seja de cor uniforme. Estas, como os porcelanatos lisos, mostram mais a sujeira.”

Outra orientação é a substituição do piso vinílico, que é uma variação dos laminados, com cores de madeira. “Têm um preço bom, são de fácil instalação e o melhor: não fazem barulho ao andar sobre eles”, diz Giselle. Mas se o piso for de madeira maciça, o sinteco é uma ótima solução. “Dão aspecto de novo por um bom tempo ao piso”, acrescenta a arquiteta.

FIQUE POR DENTRO
Confira a qualidade e as recomendações para cada tipo de piso
Eduardo de Almeida/RA Studio

CERÂMICA
Uso recomendado: banheiros, cozinhas e varandas
Prós: muitas opções disponíveis nas lojas
Contras: rejunte muito largo demarcando as peças
Preço: baixo
Qualidade: média

PORCELANATO
Uso recomendado: banheiros, cozinhas, varandas e salas
Prós: rejunte fino (peças retificadas). Piso uniforme
Contras: Existem marcas de baixa qualidade no mercado que se danificam rapidamente. Perda de brilho com o passar do tempo
Preço: médio para os brilhosos e alto para os foscos
Qualidade: média para os brilhosos e alta para os foscos

MÁRMORE OU GRANITO
Uso recomendado: banheiros, cozinhas, varandas e salas
Prós: facilidade de limpeza e possibilidade de revitalização
Contras: muitos elementos visuais que podem sobrecarregar na decoração. Alguns produtos podem manchar a pedra
Preço: médio para mármores e alto para granitos
Qualidade: alta para ambos

LAMINADO DE MADEIRA
Uso recomendado: quartos e salas
Prós: rápida colocação, imita madeira, várias opções de cores no mercado, fácil limpeza
Contras: barulho ao andar sobre o piso, danos por água e não há possibilidade de restauração
Preço: baixo
Qualidade: baixa

MADEIRA (TÁBUA e TACOS)
Uso recomendado: quartos e salas
Prós: possibilidade de restauração com sinteco e valorização do imóvel
Contras: alto preço e possibilidade de ataques de pragas, como cupins
Preço: alto
Qualidade: alta

CARPETE
Uso recomendado: quartos
Prós: fácil instalação, diversas cores e texturas no mercado, cria ambiente aconchegante
Contras: alguns materiais podem danificá-lo e são difíceis de limpar
Preço: médio
Qualidade: média

Fonte: Gisele Madeira, arquiteta
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