Promoção de saúde

Mais do que reduzir custos, edificações sustentáveis contribuem para o bem-estar do morador

No mercado imobiliário, prédios que demonstram respeito ao cliente, à comunidade e ao planeta têm um diferencial competitivo

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postado em 12/10/2015 09:31 / atualizado em 12/10/2015 09:36 Carolina Cotta /Estado de Minas
Sistemas de captação de energia solar e reaproveitamento da água de chuva contam, mas a sustentabilidade é algo bem mais amplo. No mercado imobiliário, prédios que demonstram respeito ao cliente, à comunidade e ao planeta têm um diferencial competitivo. Se antes esse investimento se restringia à adoção de um sistema ou outro, o conceito evoluiu para um olhar mais sistêmico da sustentabilidade, que se preocupa com o social, o ambiental e econômico, e já extrapola para a promoção da saúde dos moradores. Segundo Cláudio Silveira, diretor-executivo da Construtora Ambientalmente Sustentável (C.A.S.), os ganhos vão desde o valor agregado à imagem da empresa, que se consolida diante de um mercado que se torna mais exigente, à redução dos custos de execução.

Edifício Kadosh foi pensando para melhor aproveitamento da iluminação e da ventilação natural  -  RKM/Divulgação Edifício Kadosh foi pensando para melhor aproveitamento da iluminação e da ventilação natural


O Kadosh, empreendimento da RKM Engenharia que será lançado este mês, é um exemplo. O paisagismo foi projetado de acordo com o ecossistema local, e inclui espécies frutíferas e horta. Várias ferramentas de redução do consumo de energia serão empregadas, como aquecimento solar com apoio a gás e sensores de presença espalhados pelas áreas comuns. O prédio adotará, ainda, um sistema de reutilização de águas pluviais e águas cinzas: com expurgo de chuveiros, pias, lavadoras e tanques, conjugados com aproveitamento de água de chuva. Essas serão reutilizáveis nas bacias sanitárias das unidades e para irrigar os jardins do condomínio.

Segundo Adriana Bordalo, diretora da RKM Engenharia, esse processo pode gerar economia de até 60% na conta de água do edifício. As unidades terão também medições individualizadas de água potável. “Outra aposta é no melhor aproveitamento da iluminação e da ventilação natural.” Ela conta que, ao iniciar os projetos, a construtora pensou como poderia se diferenciar no mercado de alto luxo e ao mesmo tempo contribuir com as pessoas, já que a sustentabilidade se tornou uma preocupação de todos.

A C.A.S. trabalha com o conceito de sustentabilidade em três pilares: econômico, social e ambiental. Um exemplo é o condomínio Estância dos Lagos, em Santa Luzia, loteamento com 85 mil metros quadrados (m²) de área verde preservada com mata nativa, três lagoas com paisagismo e trilha ecológica. Para Cláudio Silveira, um projeto sustentável é aquele que contempla as vertentes social, econômica e ambiental. “Privilegiamos a mão de obra e os fornecedores das regiões onde são desenvolvidos os empreendimentos, as obras são pautadas pelo rigoroso controle dos custos e proporcionam uma valorização imobiliária significativa aos clientes que adquirem os imóveis, além da convivência harmônica com os ambientes naturais inseridos nos condomínios”, afirma.
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