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Individualização de consumo de água nos condomínios em cinco passos

Especialista explica como realizar a individualização de água no prédio, que pode abaixar o valor da fatura. Saiba dicas para contratar o procedimento

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Individualização dos hidrômetros é uma forma de colocar um freio no consumismo - Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press - 26/08/2008 Individualização dos hidrômetros é uma forma de colocar um freio no consumismo
 

A presente matéria não é novidade nesta coluna, mas quando foi publicada as pessoas não deram muita importância ao assunto, até porque há muitos anos que ninguém ouvia falar em falta de água nas torneiras nas cidades brasileiras e, também, não se falava na restrição ao consumo d’água. Pelo contrário, quanto maior era o consumo melhor para as empresas fornecedoras d’água que, inclusive, faziam propagandas para “vender” mais água.

De outro lado, as pessoas voltadas à preservação ambiental sempre apontaram diversos fatores indicativos de que deveríamos economizar água. Mas o casuísmo humano é muito forte e sempre venceu o “ecologicamente correto”, gerando ruindades para o nosso planeta, conforme podemos ver nos documentários sobre a natureza exibidos pelas redes de televisão.

Vale argumentar que dois outros fatos concorrem fortemente para o excesso de consumo de água nas cidades, que são os vazamentos nas tubulações da Copasa, que depois que o “boi fugiu”, resolveu iniciar os serviços de localização e eliminação dos vazamentos (parabéns). A outra situação que agrava o consumo d’água fica por conta dos “gatos” (furto de água), que agrava muito na medida do crescimento urbano periférico das grandes cidades, ocorrendo também, em pequena escala, nos prédios e casas localizados em bairros das classes mais abastadas. Denuncie os “gatos” para a Copasa e informe sobre os vazamentos d’água nas ruas de seu bairro, porque você estará contribuindo para manter a água em sua torneira.

Mas o foco da matéria de hoje pretende indagar como será daqui para frente o fornecimento de água tratada para os condomínios e quanto custará aos bolsos dos condôminos. E, também, sobre o que poderemos fazer para minimizar os efeitos negativos já presentes nos dias atuais. Certamente, seria colocar um freio no consumismo. Para isso, além da melhora na educação cultural, tem duas outras opções: medo e dinheiro. O medo de ficar sem água pode assustar, mas não dói enquanto não acontece a falta d’água e o dinheiro, que atinge o “órgão” mais sensível do homem que é o bolso, dói de imediato. Portanto, o melhor freio sobre o consumismo sempre será o preço mais caro e a multa pelo excesso de consumo.

Portanto, o ideal seria que todos os condomínios fossem providos do sistema de individualização de consumo de água e, para isso, o caminho é o seguinte:

1 - Fazer o estudo de viabilidade técnica e orçamento de custos das obras.

2 - Projetar o custo orçado sobre o valor a ser economizado com a redução de consumo (média de 30%), para avaliar em quanto tempo (meses) o valor do investimento será retornado aos condôminos.

3 - Fazer assembleia para apresentar a proposta e obter aprovação por parte de no mínimo três quartos dos condôminos.

4 - Aditar na convenção do condomínio as normas sobre os direitos e deveres dos condôminos usuários, bem como as penalidades por irregularidades ou inadimplência nos pagamentos mensais sobre o consumo efetivado.

5 - Contratar a construtora para executar as obras.

Nota: importante saber que os vasos sanitários já existentes, modelo “válvula de descarga embutida na parede” terão que ser trocados por vasos sanitários com a caixa de descarga acoplada. Também os azulejos, pisos, pias e outros objetos mais antigos, não disponíveis no mercado para reposições, terão que ser substituídos por modelos similares. Nos prédios em que existem aquecedores coletivos serão dois hidrômetros por apartamento, um para água quente e outro para água fria. Na internet, pesquise nos sites sobre “individualização de água em condomínios”.

Uma dica para os condomínios que optarem pela implantação do sistema de individualização de consumo de água seria que, no contrato de prestação de serviços das obras entre a construtora e os proprietários titulares das unidades condominiais, fossem individualizados financeiramente. Assim, o condomínio não teria maiores problemas para cobrar as parcelas vincendas dos condôminos e, de outro lado, as cobranças sobre possíveis inadimplentes seriam feitas diretamente pela construtora com base nas leis comerciais, não nas leis condominiais, porque essas são demasiadamente protecionistas aos inadimplentes. Outra informação importante é que, não havendo a unanimidade de votos positivos dos condôminos para a aprovação do projeto, mas sim os votos favoráveis de no mínimo três quartos dos condôminos, os que votaram em desaprovação do projeto estarão obrigados aos pagamentos pertinentes às suas unidades condominiais.

Jair Amaral/Estado de Minas - 20/04/2004 -

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