Pequena e funcional

Casa Eugênia, em Lagoa Santa, se destaca pela simplicidade e integração à natureza

Idealizada para ser parte de um hotel cultural na Serra do Cipó, casa chama a atenção em condomínio de luxo em Lagoa Santa

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postado em 24/07/2016 08:00 Gustavo Perucci /Estado de Minas
Projeto de João Diniz e Jorge dos Anjos, Casa Eugênia, de dois andares e 80m², é simples, barata e fácil de fazer.   - Marcilio Gazzinelli/Divulgação Projeto de João Diniz e Jorge dos Anjos, Casa Eugênia, de dois andares e 80m², é simples, barata e fácil de fazer.
Linda, pequena, integrada à natureza, sustentável e, principalmente, simpática. A Casa Eugênia, situada no condomínio Estância das Amendoeiras, em Lagoa Santa, é projeto do arquiteto João Diniz em parceria com o artista plástico Jorge dos Anjos. Com pouco mais de 80 metros quadrados (m²), a simples construção se destaca em um bairro fechado repleto de construções luxuosas e mansões. Premiado, o desenho baseou-se em cabanas primitivas envolvidas por paisagem bucólica.

Curiosamente, a obra surgiu como parte do desafio idealizado em 1992 pelo escultor George Hardy. A proposta do projeto, chamado Sensações, era criar um hotel cultural na Serra do Cipó, em que cada uma das cabanas seria feita com a parceria de um arquiteto e um artista plástico. Agraciado com o prêmio Conjunto da Obra, da 2ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, em 1993, o projeto, porém, nunca saiu do papel.

“Como o Sensações não ocorreu, ficamos com a ideia dessa casinha. Na hora de fazer a Casa Eugênia, essa área, em outro local, atendia e foi construído o mesmo projeto. Geralmente, não costumamos transferir as ideias na arquitetura dessa maneira, pois o local manda muito no desenho. Mas como a casa é pequena e o local favorecia, pois tem uma vista muito bonita, deu certo”, explica o arquiteto João Diniz. A Casa Eugênia foi construída em 2000 para ser um abrigo nos fins de semana para Jorge dos Anjos e sua parceira à época.

Com dois pavimentos, a casa parece integrada ao cenário. O nível térreo é um prolongamento da área externa, espaço de convívio e festas. Na parte de cima fica o quarto, com bela vista para a lagoa. A construção utiliza tubos metálicos reciclados de uma antiga rede de esgoto, conta com ventilação natural e telhado com isolamento termoacústico, unindo o conceito de arquitetura sustentável e expressiva com arte. As paredes externas e detalhes de decoração interna foram desenvolvidos por Jorge dos Anjos.

Nível térreo é prolongamento da área externa, espaço de convívio e festas - Marcilio Gazzinelli/Divulgação Nível térreo é prolongamento da área externa, espaço de convívio e festas
IDEIA “A arte integrada à arquitetura é um conceito antigo. É bem presente na arquitetura moderna brasileira, como as obras de Oscar Niemeyer, que sempre trabalhou com Portinari e Athos Bulcão. As artes plásticas não chegam para 'enfeitar', mas fazem parte do conceito, da essência da obra. Ela é simples, econômica, barata, fácil de fazer. Alvenaria, telhado sanduíche, tubos de metal reciclados, piso cimentado. Não tem mistério. O valor está na ideia”, completa João Diniz.

Além de João Diniz e Jorge dos Anjos, a Casa Eugênia contou com a colaboração dos arquitetos Clarissa Bastos, Marcelo Maia e Adriana Aleixo. A construção, que durou cerca de seis meses, ficou por conta do engenheiro Frederico Grimaldi. Foi agraciada, também, com o Prêmio Obra Construída, do Instituto de Arquitetos do Brasil – Minas Gerais (IAB-MG), em 2002.

Tags: simplicidade casa Casa Eugênia Lagoa Santa integração à natureza hotel cultural Serra do Cipó condomínio de luxo Lugar Certo Estado de Minas

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